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Surto em SP: como funciona a vacinação contra o sarampo?

Vacina é gratuita no SUS e continua sendo a principal forma de prevenção; em áreas com circulação do vírus, bebês podem receber uma dose extra de proteção

Revacinação: o Ministério da Saúde iniciou, nesta segunda-feira, 3, uma campanha temporária de revacinação para pessoas de 6 meses a 59 anos (Freepik)

Revacinação: o Ministério da Saúde iniciou, nesta segunda-feira, 3, uma campanha temporária de revacinação para pessoas de 6 meses a 59 anos (Freepik)

Paloma Lazzaro
Paloma Lazzaro

Estagiária de jornalismo

Publicado em 6 de agosto de 2026 às 17h18.

Última atualização em 6 de agosto de 2026 às 17h26.

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Após confirmar 17 casos de sarampo no Brasil em 2026, sendo 14 em investigação ativa no estado de São Paulo, o Ministério da Saúde iniciou, nesta segunda-feira, 3, uma campanha temporária de revacinação para pessoas de 6 meses a 59 anos nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo.

Três dias depois, na quarta-feira, 5, autoridades da Califórnia alertaram que visitantes do parque Universal Studios poderiam ter sido expostos ao vírus, reforçando a preocupação com o avanço da doença em diferentes países.

A vacinação é a forma mais eficaz de prevenir o sarampo e evitar novos surtos da doença. Diante do aumento dos casos registrados em 2026, o Ministério da Saúde ampliou temporariamente a imunização em São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo para todas as pessoas entre 6 meses e 59 anos, independentemente da situação vacinal.

A estratégia busca interromper a cadeia de transmissão do vírus em uma região que concentra intenso fluxo de viajantes nacionais e internacionais.

Qual vacina protege contra o sarampo?

No Brasil, a proteção é feita principalmente pela vacina tríplice viral, que imuniza contra sarampo, caxumba e rubéola.

Já a segunda dose aplicada na infância é, preferencialmente, realizada com a vacina tetraviral, que também oferece proteção contra a varicela (catapora).

Os imunizantes são disponibilizados gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de todo o país.

Quem deve se vacinar?

Fora das áreas com transmissão ativa, o calendário nacional prevê diferentes esquemas conforme a idade:

Faixa etáriaEsquema recomendado
6 a 11 mesesDose zero apenas em situações de risco ou circulação do vírus
12 mesesPrimeira dose da vacina tríplice viral
15 mesesSegunda dose, preferencialmente com a vacina tetraviral
5 a 29 anosDuas doses da tríplice viral, com intervalo mínimo de 30 dias
30 a 59 anosUma dose da tríplice viral
Trabalhadores da saúdeDuas doses, independentemente da idade

Quem não possui comprovante de vacinação ou tem dúvidas sobre o esquema vacinal deve procurar uma unidade de saúde para avaliação da caderneta.

O que é a "dose zero"?

A chamada "dose zero" é uma estratégia utilizada quando há circulação do vírus em determinada região.

Ela consiste na aplicação de uma dose adicional da vacina em bebês entre 6 e 11 meses de idade, faixa etária considerada mais vulnerável às formas graves da doença.

Essa aplicação antecipada não substitui o calendário regular. Mesmo após receber a dose zero, a criança deverá tomar normalmente a primeira dose aos 12 meses e a segunda aos 15 meses.

Segundo o Ministério da Saúde, essa medida amplia a proteção durante surtos e reduz o risco de complicações em bebês.

Por que algumas cidades recomendam reforço para todos?

Após a confirmação de casos relacionados à importação do vírus, o Ministério da Saúde passou a recomendar, entre 3 de agosto e 1º de setembro de 2026, a vacinação indiscriminada de moradores de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo com idade entre 6 meses e 59 anos.

A orientação vale inclusive para pessoas que acreditam já estar imunizadas, como forma de aumentar rapidamente a proteção coletiva e conter a transmissão.

Qual a importância da cobertura vacinal?

Como o sarampo é uma das doenças mais contagiosas conhecidas, especialistas afirmam que cerca de 95% da população precisa estar protegida para impedir a circulação do vírus.

No entanto, a cobertura vacinal ainda está abaixo desse patamar. Em 2025, a primeira dose alcançou 92,9% da população brasileira, enquanto a segunda ficou em 78,3%.

No estado de São Paulo, os índices são menores: 77,5% para a primeira dose e 65,5% para a segunda.

Segundo as autoridades sanitárias, manter a vacinação em dia continua sendo a principal ferramenta para evitar a reintrodução do sarampo no país e proteger especialmente crianças pequenas, gestantes e pessoas com baixa imunidade.

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