Frente Integralista Brasileira nega relação com ataque ao Porta dos Fundos

Entidade sediada em São Paulo publicou nota em seu site: "O grupo em questão é desconhecido pela FIB, e não possuímos com ele qualquer relação"

São Paulo — Principal organização de defesa do integralismo nos dias atuais, a Frente Integralista Brasileira (FIB) divulgou nota nesta quinta-feira (26) para negar qualquer relação com o grupo que se autointitula integrante do movimento e assumiu a autoria de um ataque, há dois dias, à sede da produtora responsável pela gravação do programa humorístico Porta dos Fundos.

Em vídeo divulgado em redes sociais, integrantes mascarados de um suposto Comando de Insurgência Popular Nacionalista da Grande Família Integralista Brasileira apresentou um manifesto e exibiu imagens do ataque.

"O grupo em questão é desconhecido pela FIB e não possuímos com ele qualquer relação. Não temos certeza sobre a autenticidade do vídeo, e por isso não descartamos a possibilidade de ter sido um material forjado com o fim de incriminar os integralistas", informou a direção do movimento, que se apresenta como organização sem vínculo com partidos políticos ou empresas e que atua em defesa de "valores morais, patrióticos e religiosos".

 

Sediado em São Paulo, o grupo conta com estrutura de presidência e conselho diretivo. Há também organização de núcleos regionais pelo país. Na nota oficial, o grupo lembra que, entre seus integrantes, é proibido o uso de máscaras para fins de militância. "O uso de máscaras para tais fins é, com efeito, uma atitude anti-integralista", informaram seus integrantes.

No texto o grupo citou, ainda, discurso de Plínio Salgado, fundador e líder do movimento integralista no país e autor de manifesto de 1932, que inspira ainda nos dias de hoje seus integrantes. No discurso, o político defende uma atuação "às claras, em campo raso, de peito aberto, de cabeça erguida".

"Quem se bate por princípios não precisa combinar coisa alguma nas trevas. Quem marcha em nome das ideias nítidas, definidas, não precisa de máscaras”, escreveu o político há quase uma década, lembraram seus atuais seguidores.

Nas investigações, a polícia civil do Rio confirmou que o vídeo dos ataques que se propagou pelas redes sociais é verdadeiro, mas, por ora, descartou a possibilidade de ataque terrorista.

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