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Fachin rejeita recurso de Lula para permanecer candidato a presidente

Recurso foi apresentado depois que o TSE decidiu por 6 votos a 1 barrar a candidatura de Lula ao Planalto com base na Lei da Ficha Limpa

Fachin: ministro havia sido o único a votar favoravelmente a que o ex-presidente permaneça na disputa presidencial, baseando-se na recomendação da ONU. (Antônio Cruz/Agência Brasil/Agência Brasil)

Fachin: ministro havia sido o único a votar favoravelmente a que o ex-presidente permaneça na disputa presidencial, baseando-se na recomendação da ONU. (Antônio Cruz/Agência Brasil/Agência Brasil)

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Reuters

Publicado em 6 de setembro de 2018 às 04h33.

Última atualização em 6 de setembro de 2018 às 08h35.

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BRASÍLIA - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin rejeitou recurso apresentado pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que pedia que o cumprimento da recomendação do Comitê de Direitos Humanos da ONU pela manutenção dos direitos políticos do petista, permitindo que ele disputasse a eleição ao Palácio do Planalto.

Fachin afirmou, em decisão divulgada na madrugada desta quinta-feira no site do Supremo, que o pronunciamento do Comitê dos Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas "não alcançou o sobrestamento do acórdão recorrido, reservando-se à sede própria a temática diretamente afeta à candidatura eleitoral".

"As alegações veiculadas pela defesa não traduzem plausibilidade de conhecimento e provimento do recurso extraordinário, requisito normativo indispensável à excepcional concessão da tutela cautelar pretendida", acrescentou.

No pedido formulado ao STF, os advogados do ex-presidente argumentavam que o Brasil reconheceu a competência do comitê da ONU para analisar comunicados individuais sobre violações de direitos humanos e que cabe ao Judiciário brasileiro apenas dar cumprimento às obrigações internacionais do país.

O recurso foi apresentado depois que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu por 6 votos a 1 barrar a candidatura de Lula ao Palácio do Planalto com base na Lei da Ficha Limpa, que torna inelegíveis condenados por órgãos colegiados da Justiça.

Fachin, que também é integrante do TSE, fora justamente o único a votar favoravelmente a que o ex-presidente permaneça na disputa presidencial, baseando-se fundamentalmente na recomendação da ONU.

(Reportagem de Ricardo Brito)

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