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Metrô de SP: o plano de R$ 5,4 bi em 2026 para expandir 3 linhas

O governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirma que este é o maior orçamento da história da companhia

Metrô de SP: governo afirma que maior orçamento da história também será usado para comprar novos trens (Puma/Divulgação)

Metrô de SP: governo afirma que maior orçamento da história também será usado para comprar novos trens (Puma/Divulgação)

André Martins
André Martins

Repórter de Brasil e Economia

Publicado em 14 de janeiro de 2026 às 06h00.

Em meio ao plano do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) de conceder todas as linhas de trilhos do Estado, o Metrô terá orçamento recorde em 2026 para expansão de três linhas do sistema metroviário da Região Metropolitana de São Paulo.

O valor previsto no orçamento sancionado pelo governador é de R$ 5,4 bilhões, um crescimento de cerca de 12% em relação aos R$ 4,8 bilhões de 2025.

Segundo o Executivo paulista, os recursos serão utilizados na continuidade das obras de expansão, modernização e elaboração de projetos de novas linhas.

O maior volume de recursos será destinado à expansão da Linha 2-Verde, que conectará Vila Prudente até Guarulhos com 13,8 km de novos trilhos. A promessa de uma linha de metrô que conecta São Paulo e Guarulhos é antiga.

A primeira fase do trecho, até a Penha, já ultrapassou 55% de execução. O plano é incluir oito novas estações em um primeiro momento e cinco na segunda etapa, até Guarulhos.

Serão R$ 2,59 bilhões reservados para essa frente em 2026, frente aos R$ 2,06 bilhões de 2025.

A Linha 15-Prata, na zona leste, terá o segundo maior volume de recursos. O trecho do monotrilho entre o Ipiranga e o Hospital Cidade Tiradentes contará com R$ 1,03 bilhão em 2026.

O valor é superior aos R$ 629,5 milhões previstos para 2025, e tem como objetivo ampliar a capacidade de transporte da região.

Na Linha 17-Ouro, o orçamento para 2026 é de R$ 836,3 milhões. O montante é voltado principalmente à conclusão do trecho entre o Aeroporto de Congonhas e a Estação Morumbi, com inauguração prevista para março de 2026. A entrega do ramal é aguardada desde a Copa de 2014. 

O projeto também prevê recursos para os estudos e obras dos trechos 2, entre as estações Morumbi e São Paulo-Morumbi, e 3, do Jabaquara até a Vila Paulista.

O Metrô foi responsável pela construção do ramal, que será operado pela Motiva Trilhos. 

Linha 17: ramal será entregue ainda no primeiro semestre deste ano (Divulgação/ Governo de SP/Divulgação)

Investimentos em novas linhas e compra de trens

Além das frentes em execução, o governo manteve o plano de desenvolvimento de novas linhas. Os recursos serão aplicados também em projetos da Linha 19-Celeste, que está em fase de contratação de obra, e nas Linhas 20-Rosa e 22-Marrom, que devem ligar São Paulo a Guarulhos, Osasco, ABC e Cotia.

Parte do investimento será destinada à modernização de sistemas e estações. Está prevista a instalação do sistema CBTC, sigla para Communication-Based Train Control, que permite maior precisão no controle dos trens, e a colocação de portas de plataforma.

Também está em andamento a compra de 63 novos trens, sendo 19 para a Linha 15-Prata (dos quais 15 já foram entregues), e 44 para as linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha.

Segundo o governo, os investimentos previstos representam o maior orçamento da história do Metrô.

Em 2025, foram aplicados R$ 4,51 bilhões nas obras de expansão e modernização, o que representou 89% do total previsto para o ano. O recorde anterior havia sido registrado em 2024, com R$ 4,26 bilhões executados.

Os valores fazem parte de um pacote total de R$ 33 bilhões em obras em andamento no sistema metroviário estadual, cuja execução se estende por vários anos.

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