Execução de Marielle completa sete dias sem respostas

ÀS SETE - O assassinato que chocou o mundo – foi capa de jornais como o Washington Post – ainda não tem uma resposta sobre quem foram seus mandantes

Missas, atos ecumênicos e diversas homenagens em todo o país serão realizadas hoje em homenagem ao sétimo dia de falecimento da vereadora carioca Marielle Franco (PSOL) e ao motorista Anderson Gomes, executados na última quarta-feira 14 no Rio de Janeiro.

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O maior deles deve ser o realizado na Cinelândia, no Rio, a partir das 18h. Ontem, milhares de pessoas já se reuniram no Rio e em outras cidades numa onda de protestos pelo país.

Também hoje, o PSOL vai protocolar uma representação no Conselho de Ética da Câmara contra o deputado federal Alberto Fraga (DEM-DF) por ter divulgado informações falsas sobre a vereadora em suas redes sociais.

O assassinato que chocou o mundo – foi capa de jornais como o Washington Post, nos Estados Unidos – ainda não tem uma resposta sobre quem foram seus mandantes ou autores. Também por isso, o fato aumenta a pressão sobre a intervenção federal que acontece no estado e completou um mês no último dia 16.

Durante todo o período, não se sabia qual era o plano de ação da operação, nem quanto dinheiro seria destinado a ela. Na última segunda-feira, o governo decidiu que o total alocado para a intervenção deve ser de cerca de um bilhão de reais – em recursos remanejados de outras áreas.

No mesmo dia, o interventor federal, general Braga Netto, disse que o estado precisa de 3,1 bilhões para cobrir o rombo e investir em segurança pública. Mais uma prova de que os discursos não estão afinados.

Ontem, pela primeira vez, o presidente Michel Temer (MDB) admitiu publicamente que pode ser candidato à reeleição neste ano. A oposição diz que a intervenção não planejada é apenas uma ação politiqueira, com viés eleitoral para o presidente. Sabe-se que o comando não pensa que as forças armadas deveriam ser usadas nesse tipo de situação.

Em junho de 2017, em uma audiência no Senado, o comandante do Exército, general Eduardo Dias da Costa Villas Bôas, comentou uma ação da própria instituição no Complexo da Maré, também no Rio de Janeiro: “Um dia me dei conta. Os nossos soldados atentos, preocupados – são vielas –, armados. E passando crianças, senhoras, eu pensei: ‘Estamos aqui apontando arma para a população brasileira’. Nós somos uma sociedade doente. E lá ficamos 14 meses. Do dia em que saímos, uma semana depois tudo havia voltado ao que era antes. Então, temos que realmente repensar esse modelo de emprego, porque é desgastante, perigoso e inócuo”.