Escolas reabrem em outubro na cidade de SP, mas só com aulas de reforço

A prefeitura da capital paulista disse que não descarta o retorno total das atividades somente em 2021. Por enquanto, a previsão é novembro

As aulas presenciais na cidade de São Paulo voltam de maneira parcial a partir do dia 7 de outubro. O anúncio foi feito pelo prefeito Bruno Covas (PSDB) em entrevista coletiva nesta quinta-feira, 17. A retomada total está prevista para o dia 3 de novembro, mas a prefeitura não descartou que só ocorra em 2021.

"Até agora a cidade abriu um processo de flexibilização, sem precisar retroceder. Vamos avaliar se iremos manter esta mesma linha. Ainda vamos decidir o que fazer a partir de novembro", disse Bruno Covas.

A reabertura vale para as redes municipal, estadual e privada de ensino que estão na capital paulista. As atividades que podem funcionar em outubro são aquelas extracurriculares, como reforço, música e línguas estrangeiras. As instituições de ensino superior podem voltar com as atividades a partir de outubro.

Não há obrigatoriedade no retorno e pais que não se sentirem seguros também não precisam mandar os filhos. Os protocolos de segurança (leia abaixo) vão seguir os já estabelecidos pelo estado, com 35% da capacidade, uso de máscara obrigatório e disponibilização de álcool em gel.

Apesar de o governo do estado ter dado o aval para a retomada das atividades desde o dia 8 de setembro, a prefeitura preferiu esperar o resultado da última etapa de um inquérito sorológico que identificou quantas crianças e jovens já tiveram a covid-19 na cidade.

De acordo com dados divulgados pela prefeitura, 244.242 crianças da cidade de São Paulo foram infectadas pelo coronavírus. Isso representa 16,5% do total de estudantes de toda a rede de ensino, com um total de 1.480.257.

"É importante ressaltar que é muito grande a preocupação da prefeitura com a contaminação, por causa dos estudos apresentados. A proporção de assintomáticos é de 70%, com possibilidade e o receio de uma segunda onda que volte de maneira grande", avaliou Covas.

Críticas ao adiamento

O adiamento para o ano que vem tem sido muito criticado por especialistas, que enumeram os danos às crianças e adolescentes da falta da escola, principalmente os mais vulneráveis. O Brasil segundo organismos internacionais, é um dos países com mais tempo de escolas fechadas do mundo por causa da pandemia de coronavírus.

Além de temer a contaminação de professores e alunos, Covas também tem se preocupado com a opinião pública com relação à volta às aulas, já que é candidato à reeleição em novembro. Em pesquisas nos últimos meses, cerca de 70% da população dizia ser contra o retorno. Há ainda a batalha com os sindicatos de professores e diretores, que ameaçam greve caso as aulas voltem. Eles pediam que as escolas fossem abertas somente em 2021.

Veja as regras que precisam ser adotadas

  • Distanciamento de 1,5 metro entre as pessoas, exceto na educação infantil
  • Recomendável adotar ensino remoto combinado ao retorno gradual
  • Organizar horários de entrada e saída para evitar aglomerações
  • Feiras, palestras, seminários, competições e campeonatos esportivos estão proibidos
  • Intervalos e recreios devem ser feitos com revezamento
  • Educação física e artes devem ser feitas com o distanciamento e ao ar livre
  • Higienizar frequentemente as mãos com água, sabão ou álcool em gel
  • Uso obrigatório de máscara, inclusive no transporte escolar
  • Disponibilizar EPIs para os funcionários
  • Fornecer água potável de modo individualizado
  • Não permitir a permanência de pessoas sintomáticas para covid-19 na instituição de ensino
  • Quem tiver temperatura acima de 37,5 graus, a recomendação é ficar em casa
  • Recomendação para as instituições aferirem temperatura das pessoas na entrada
  • Profissionais e alunos que fazem parte de grupos de risco, devem ficar em casa

(Com Estadão Conteúdo)

 

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