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Ernesto Araújo prepara visita de Bolsonaro aos EUA para meados de março

O ministro das Relações Exteriores foi a Washington e Nova York para acertar os detalhes da viagem do presidente

Ernesto Araújo: chanceler em encontro com o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, em Washington DC (Yuri Gripas/Reuters)

Ernesto Araújo: chanceler em encontro com o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, em Washington DC (Yuri Gripas/Reuters)

AB

Agência Brasil

Publicado em 7 de fevereiro de 2019 às 06h48.

O presidente Jair Bolsonaro deve visitar os Estados Unidos (EUA) em meados de março, a data está em negociação. O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, passou os últimos dois dias em Washington e nesta quinta-feira (7) estará em Nova York para acertar os detalhes da viagem presidencial.

A agenda de Bolsonaro deve reunir temas econômicos e comerciais, segundo o chanceler. Araújo quer também que parlamentares norte-americanos visitem o Brasil para conhecer a realidade nacional e discutir temas de interesse mútuo.

Em Nova York, o ministro terá reuniões com empresários e formadores de opinião, além de especialistas em geopolítica mundial. Ele se reuniu há dois dias com o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo.

Transferência

Durante a passagem por Washington, Araújo conversou com o ministro do Exterior da Turquia, Mevlüt Çavuşoğlu.
Segundo o chanceler, o turco quis saber como está a definição sobre a possível transferência da Embaixada do Brasil de Tel Aviv para Jerusalém.

O tema divide a comunidade judaica e a muçulmana, pois Jerusalém é considerada religiosa para os dois povos, além dos católicos.

Araújo afirmou ao chanceler turco que o assunto está em fase de análise. "É um processo que estamos estudando", disse o ministro brasileiro, lembrando que o chanceler turco demonstrou preocupação com a eventual transferência.

"Sobretudo a preocupação de que um eventual gesto brasileiro sobre a mudança de paz pode ter algum tipo de impacto ou repercussão negativa para a região ou o processo de paz. [Eles querem que] qualquer reação nossa contribua para a paz na região", ressaltou Araújo.

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