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Entrada do Brasil na OCDE será decidida por Lula, diz Haddad

Gestão Bolsonaro iniciou o processo para o país fazer parte da organização

Fernando Haddad (Andressa Anholete/Bloomberg/Getty Images)

Fernando Haddad (Andressa Anholete/Bloomberg/Getty Images)

AO

Agência O Globo

Publicado em 28 de dezembro de 2022 às 16h09.

Última atualização em 28 de dezembro de 2022 às 17h01.

O futuro ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta quarta-feira que a decisão sobre a continuidade do processo de entrada do Brasil na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) será tomada pelo presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva.

O governo Jair Bolsonaro iniciou o processo para que o país faça parte da organização. Por reunir as maiores economias do mundo, a entidade também é conhecida como “clube dos ricos”.

"Nós temos uma interface com a OCDE que não é pequena. Em relação à entrada da OCDE no Brasil, isso é uma política que vai ser definida pelo governo, não pelo ministério da Fazenda. É uma decisão de governo que vai ser reconsiderada pelo presidente Lula e vai revisitar esse tema a partir de janeiro", disse Haddad.

Hoje, a OCDE tem 38 países-membros e se define como uma organização econômica intergovernamental que se dedica a estimular o progresso econômico e o comércio mundial. A Costa Rica foi o último país a ser aceito como membro na organização.

Os governos petistas sempre tiveram resistência à entrada do país no órgão. A gestão Bolsonaro via benefícios na adesão, como o país ter mais credibilidade junto a investidores internacionais.

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