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Encontro entre Lula e Trump ajudou a distensionar relação, diz Temer

Segundo o ex-presidente, apesar de terminar sem acordos, o encontro foi positivo para os dois lados

Trump: Americano chamou Lula de "presidente muito dinâmico" (Um Brasil/Reprodução)

Trump: Americano chamou Lula de "presidente muito dinâmico" (Um Brasil/Reprodução)

Publicado em 12 de maio de 2026 às 12h50.

Última atualização em 12 de maio de 2026 às 12h51.

NOVA YORK - O ex-presidente Michel Temer (MDB) afirmou que o encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ajudou a aliviar as tensões na relação entre os dois países após um período de atritos diplomáticos.

“Havia um certo atrito que criava problemas tanto para EUA quanto para o Brasil”, disse Temer. “Nós temos uma tradição de ligação muito sólida, umbilical quase, com os EUA. Acho que distensionou.”

Segundo o ex-presidente, apesar de terminar sem acordos, o encontro foi positivo para os dois lados e seguiu o padrão esperado de uma reunião entre "estadistas".

“Foi um encontro educado e dos estadistas, como deveria ser o encontro de quem preside a República Federativa do Brasil e quem preside os Estados Unidos”, afirmou.

Temer também comentou sobre uma suposta interlocução que o empresário Joesley Batista teria feito entre Lula e Trump.

O ex-presidente disse que toda ajuda é válida, mas atribuiu o avanço das conversas principalmente à atuação da diplomacia brasileira.

“Todos podem ajudar, mas evidentemente quem mobilizou, quem foi a força motriz desse encontro, certa e seguramente, resistiu na diplomacia brasileira”, afirmou.

Temer citou diretamente o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e elogiou o trabalho do Itamaraty.

Lula saiu otimista após encontro com Trump

O encontro entre Lula e Trump ocorreu na quinta-feira passada, 7, na Casa Branca, em Washington D.C., em meio às negociações comerciais entre Brasil e Estados Unidos.

Após a reunião, Lula saiu otimista da conversa. Segundo o presidente brasileiro, os principais riscos envolvendo ações dos EUA contra o Brasil estariam controlados por ora. O aumento de tarifas e a designação do PCC e CV como organizações terroristas foram os destaques.

Temas sensíveis como Pix, eleições brasileiras e guerras relacionadas aos Estados Unidos não foram aprofundados ou sequer citados.

Já sobre terras raras e minerais críticos, Lula disse que o Brasil está aberto a investimentos americanos. Sobre crime, o governo brasileiro falou em iniciativas de combate ao crime organizado.

Do lado americano, Trump postou apenas uma mensagem na rede social Truth Social, em que chamou o brasileiro de "presidente muito dinâmico".

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