O senador Flávio Bolsonaro e o presidente Donald Trump, em imagem divulgada pela campanha de Flávio (Divulgação)
Repórter especial em Brasília
Publicado em 2 de junho de 2026 às 16h27.
Última atualização em 2 de junho de 2026 às 16h48.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou ter enviado nesta terça-feira, 2, um ofício ao Secretário de Estado americano, Marco Rubio, em que pede que os Estados Unidos não imponham um novo tarifaço contra exportações brasileiras. Na noite desta segunda-feira, o Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR na sigla em inglês) recomendou que Trump adote tarifa de 25% contra exportações brasileiras.
No documento, escrito em inglês, o pré-candidato à Presidência diz que "a imposição de novas tarifas infligiria sérios prejuízos à população brasileira — os mesmos cidadãos que veem nos Estados Unidos um parceiro e um amigo".
Flávio Bolsonaro tem sido criticado publicamente, nas redes sociais e em discursos de aliados do governo Lula, por supostamente ter feito lobby pró-sanções ao Brasil ao se encontrar com Donald Trump e Rubio na semana passada. Ele tem negado o pedido e dito que solicitou o posto: a não imposição de tarifas às exportações brasileiras.
Ainda assim, a recomendação do USTR tem sido chamada por aliados de Lula e simpatizantes do governo de "Tariflávio", expressão que ficou entre as mais comentadas do X (antigo Twitter) nesta terça-feira.
"Eu, portanto, escrevo para reiterar, formalmente, o pedido que fiz a você pessoalmente: que os Estados Unidos não imponham tarifas ao Brasil", diz o documento.
A carta enumera indicadores econômicos do Brasil, como os níveis de endividamento público e das famílias, como exemplos de um quadro econômico grave.