Eleições no Congresso: entenda como será o esquema de votação

Na Câmara e no Senado, as urnas serão espalhadas em vários locais, para evitar aglomerações e garantir o distanciamento social

A segunda-feira, 1º de fevereiro, será decisiva em Brasília, com a definição de quem presidirá a Câmara e o Senado pelos próximos dois anos. Durante a tarde, a partir das 14h, o Senado vai decidir quem ficará no lugar hoje ocupado por Davi Alcolumbre (DEM-AP). Na Câmara, o sucessor de Rodrigo Maia (DEM-RJ) será escolhido à noite, a partir das 19h. 

Com os 513 deputados e 81 senadores esperados no Congresso, a preocupação é o distanciamento social. Mesmo em meio à pandemia do novo coronavírus, ficou decidido que a eleição será presencial nas duas Casas, como forma de garantir o voto secreto e inviolável. Na Câmara, para evitar aglomerações, as urnas estarão distribuídas em vários locais, como no plenário e nos salões Verde e Nobre.

No Senado, além de duas urnas no plenário, haverá terminais de votação do lado de fora, em um esquema de "drive-thru", para senadores do grupo de risco para a covid-19. Os que preferirem não ter contato com outros parlamentares poderão depositar o voto de dentro do carro, em uma urna na chapelaria, uma das entradas principais do Congresso. 

Também haverá uma urna para o grupo de risco no chamado Túnel do Tempo, corredor que liga o prédio principal do Senado aos anexos. No Senado, diferentemente da Câmara, a votação será feita por cédulas de papel, não por urnas eletrônicas. Os votos são secretos nas duas Casas. 

A sessão de votação está marcada para as 19h na Câmara, mas começará assim que 257 deputados confirmarem presença. No Senado, a votação começa às 14h, se houver pelo menos 41 parlamentares na Casa. Depois da contagem dos votos, se nenhum conseguir maioria absoluta dos votos — 257 deputados, na Câmara, e 41 senadores, no Senado —, os dois mais votados vão para segundo turno.

O prazo para formação de blocos parlamentares acaba às 12h de segunda-feira e o de registro de candidatura, às 17h, na Câmara. A definição dos blocos é importante porque os cargos da Mesa Diretora — vice-presidentes e secretários — serão distribuídos proporcionalmente, de acordo com o número de integrantes de cada bloco, por acordo. A reunião de líderes para escolha dos cargos da Mesa Diretora pelos partidos começará às 14h. 

Candidatos

No Senado, a disputa está entre Rodrigo Pacheco (DEM-MG), Simone Tebet (MDB-MS), Jorge Kajuru (Cidadania-GO) e Major Olímpio (PSL-SP). O preferido é Pacheco, candidato de Alcolumbre, que conta com o apoio do Palácio do Planalto e de 11 bancadas na Casa, que somam 42 senadores. Para vencer, precisa de votos de 41. A principal adversária é Simone Tebet, candidata independente, depois de perder o apoio do MDB à sua candidatura.

Na Câmara, a briga é entre Arthur Lira (PP-AL) e Baleia Rossi (MDB-SP). O primeiro é apoiado abertamente pelo presidente Jair Bolsonaro, enquanto o emedebista se coloca como um candidato independente e sem amarras com o Planalto. Além deles, estão na disputa Luiza Erundina (Psol-SP), Marcel van Hattem (Novo-RS), Fabio Ramalho (MDB-MG), Alexandre Frota (PSDB-SP), André Janones (Avante-MG) e General Peternelli (PSL-SP).

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