Brasil

Eleições 2026: veja os planos para a economia de Lula e Flávio Bolsonaro

Propostas registradas no TSE detalham caminhos opostos para tributação, gastos públicos e política industrial antes do segundo turno

Da Redação
Da Redação

Redação Exame

Publicado em 12 de outubro de 2026 às 20h03.

Última atualização em 13 de outubro de 2026 às 06h09.

Priorizar nos meus resultados Google
Tudo sobreEleições 2026
Saiba mais

Os planos de governo registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pelo candidato à reeleição, presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) indicam diretrizes divergentes para a condução da política econômica no próximo mandato.

O programa governista prioriza a continuidade do novo arcabouço fiscal, o fortalecimento de políticas industriais e a ampliação do crédito público. A proposta oposicionista foca no enxugamento da máquina estatal, desregulamentação e revisão de tributos.

Os dois documentos expõem visões antagônicas quanto ao papel do Estado na economia, na tributação e na atração de investimentos para a próxima década. Veja abaixo:

O plano de Flávio Bolsonaro para os próximos quatro anos:

O programa da candidatura de Flávio Bolsonaro centraliza diretrizes na redução de gastos operacionais e na atração de capital privado. Estipula como meta dobrar o ritmo histórico de crescimento do país para 4% ao ano.

Entre os principais pontos propostos pelo plano do liberal estão:

  • Reforma tributária e IVA: crítica à alíquota projetada em torno de 30% para o Imposto sobre Valor Agregado (IVA). O plano propõe revisar a reforma aprovada para limitar a alíquota, desonerar investimentos, zerar tributos sobre combustíveis e energia elétrica e eliminar o IOF sobre operações cambiais para atender a parâmetros da OCDE.
  • "Tesouraço" e corte de gastos: extinção de pelo menos dez ministérios, redução de despesas administrativas e cargos comissionados, além da eliminação de supersalários. Preve a desregulamentação por meio do "Tesouraço na Burocracia" e a extinção de estruturas voltadas ao controle de conteúdo no "Tesouraço na Censura".
  • Regras fiscais e desestatização: substituição das regras atuais por teto rígido para gastos discricionários em todos os Poderes e metas de redução da relação dívida/PIB, acompanhadas da retomada do Programa Nacional de Desestatização.
  • Indústria e Mineração: Foco no processamento de minerais estratégicos (lítio, nióbio, cobre e terras-raras) integrado à oferta de energia limpa para abastecer data centers e indústrias de alta tecnologia, ao lado de prazos fixos para licenciamento ambiental.

O plano de Lula para os próximos quatro anos

A proposta de governo do presidente Lula baseia-se na defesa do histórico da atual gestão, destacando o esforço de recomposição fiscal de 2% do PIB (cerca de R$ 240 bilhões) e a busca pela neutralidade das contas públicas.

Os eixos econômicos apresentados pelo petista incluem:

  • Responsabilidade fiscal e juros: Manutenção das regras do arcabouço fiscal aprovado em sua gestão para reduzir o déficit primário — com projeção de encerrar 2026 em 0,4% do PIB — criando espaço para a redução sustentada das taxas de juros.
  • Mercado de capitais e crédito: Fortalecimento dos programas federais de microcrédito e financiamento (Pronampe, Acredita e Procred 360) com montantes superiores a R$ 130 bilhões, além de aprimoramentos em debêntures de infraestrutura e fundos de participação.
  • Neoindustrialização e Inovação: Consolidação da política industrial voltada à inteligência artificial, minerais críticos, transição energética e inovação tecnológica de maior valor agregado no parque fabril nacional.
  • Investimento em Infraestrutura: Expansão dos aportes públicos e estímulo à parceria privada em infraestrutura logística e social para aumentar a competitividade e garantir a prestação de serviços básicos.
Acompanhe tudo sobre:PolíticaEleições 2026Flávio BolsonaroLuiz Inácio Lula da Silva

Mais de Brasil

Pesquisa para presidente: Flávio Bolsonaro tem 52% e Lula, 48%, diz BTG/Nexus

TSE manda Flávio Bolsonaro e aliados removerem vídeo falso sobre drogas em ato de Lula

TSE atribui falha no som da propaganda de Flávio Bolsonaro ao Pool de Mídias e autoriza reexibição

Nunes Marques manda recolher jornal que compara propostas de Lula e Flávio Bolsonaro