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Eduardo Jorge confirma que votará nulo no segundo turno das eleições

"Tanto o PSL quanto o PT são comandados por núcleos políticos radicais e com tendências autoritárias", ponderou o vice de Marina Silva

Vice de Marina Silva, Eduardo Jorge (PV) anunciou que votará nulo no segundo turno da eleição para presidente (Facebook Oficial/Divulgação)

Vice de Marina Silva, Eduardo Jorge (PV) anunciou que votará nulo no segundo turno da eleição para presidente (Facebook Oficial/Divulgação)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 24 de outubro de 2018 às 09h59.

Última atualização em 24 de outubro de 2018 às 10h01.

São Paulo - Vice de Marina Silva (Rede) na disputa presidencial deste ano, Eduardo Jorge (PV) anunciou nesta quarta-feira, 24, que votará nulo no segundo turno da eleição para presidente. "Prefiro apostar que teremos capacidade de recuperar a simpatia dos cidadãos mais moderados, mais sensatos que foram capturados pelos dois lados desta detestável polarização. Sim. Votarei nulo, contra o PSL e contra o PT", escreveu no Facebook.

Jorge ponderou que nas eleições de 2010 e 2014 o segundo turno foi entre dois partidos de orientação socialista. "Um socialista mais radical e outro socialdemocrata bem moderado. Escolhi votar no segundo pois avaliei virtudes e defeitos de ambos e ele me pareceu menos distante do que eu pensava na época".

Em 2018, entretanto, o quadro teria mudado e as propostas de centro-direita, centro e centro-esquerda "foram esmagadas pelas ondas de polarização extremadas de direita e de esquerda. Tanto o PSL quanto o PT são comandados por núcleos políticos radicais e com tendências autoritárias", ponderou.

O vice de Marina não poupou críticas aos dois lados da disputa e disse que o PSL é um "um verdadeiro almanaque de ideias reacionárias", enquanto o núcleo dirigente do PT "é uma indigesta salada de ideias marxistas-leninistas que foram motivo de sofrimentos brutais para países nos século XX e XXI".

"Não. Eu não sou obrigado a escolher um deles. Não acredito nas suas propostas, promessas e malabarismos de última hora. Prefiro optar por minha consciência que tem procurado se orientar pelo valor básico da democracia", defendeu Eduardo Jorge.

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