Doria diz estar fazendo o possível, mas lockdown em SP pode ser inevitável

Antes de anunciar o lockdown em São Paulo, a equipe do governo aposta no aumento na taxa de isolamento por conta da covid-19 durante o megaferiado

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), disse nesta quarta-feira que ele e os prefeitos das cidades da região metropolitana estão fazendo todo o esforço possível para evitar a decretação de um lockdown, mas que a medida pode ser inevitável se o novo coronavírus seguir avançando no estado.

“Quero esclarecer mais uma vez que Bruno Covas [prefeito de São Paulo], prefeitos e prefeitas da região metropolitana e o governador do estado de São Paulo estão fazendo todo o esforço possível para evitar o lockdown”, afirmou em entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista.

“Nós temos o protocolo do lockdown pronto — eu tenho dito isso nas duas últimas semanas —, mas se pudermos evitar com ações, com medidas e com a solidariedade das pessoas que estão se resguardando, se protegendo e se isolando em casa, melhor”, disse Doria.

“Mas se nós não tivermos solidariedade, os índices crescerem ainda mais e colocarmos em risco a vida das pessoas, seremos obrigados a adotar o lockdown”, completou.

 

 

O governador fez um apelo para que as pessoas respeitem o isolamento social, ferramenta adotada para frear a disseminação do coronavírus, durante os próximos dias em que feriados foram antecipados pela prefeitura para incentivar que as pessoas permaneçam em casa.

O governo estadual também propôs à Assembleia Legislativa de São Paulo a antecipação do feriado de 9 de julho para a segunda-feira com este intuito.

“O protocolo mais rígido do que o atual, é o lockdown. Mas antes de anunciá-lo, vamos ter esperança e confiança de que as pessoas saberão respeitar a orientação de não viajar, de ficar em casa e compreender a importância de proteger sua vida e a de seus familiares”, disse Doria.

De acordo com dados da Secretaria de Saúde do estado, São Paulo tem 69.859 casos confirmados da covid-19 e 5.363 mortes.

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