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Disputa pela Alerj expõe racha e alianças no RJ

PSD e PL articulam maioria na Assembleia enquanto decisão do STF pode redefinir cenário político no estado

Eduardo Paes:  (Ricardo Stuckert / PR/Flickr)

Eduardo Paes: (Ricardo Stuckert / PR/Flickr)

Da Redação
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Redação Exame

Publicado em 8 de abril de 2026 às 11h20.

A definição do modelo de eleição para o mandato-tampão no governo do Rio, sob análise do Supremo Tribunal Federal (STF), tem acelerado articulações políticas na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Grupos ligados ao ex-prefeito Eduardo Paes (PSD) e ao deputado Douglas Ruas (PL) disputam influência sobre o comando da Casa.

No campo ligado a Paes, o PSD ampliou sua bancada de seis para dez deputados após a janela partidária. A estratégia inclui formar uma maioria com apoio de outras siglas, estimada em 23 parlamentares, e avançar sobre votos do Centrão. Para eleger o presidente da Alerj, são necessários 36 votos.

A construção dessa maioria depende da adesão do PSOL, que possui cinco deputados e negocia apoio condicionado a alinhamento político. A sigla defende um nome que represente o campo progressista e apoie o presidente Lula.

Entre os nomes em discussão no grupo de Paes estão André Corrêa, recém-filiado ao PSD, e Rosenverg Reis (MDB). Parlamentares do PSOL indicam preferência por Vitor Júnior (PDT), que mantém interlocução com o ex-prefeito.

Cenário condicionado ao STF

No bloco ligado ao PL, a estratégia considera a possibilidade de o STF manter o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, Ricardo Couto, como governador interino. Deputados discutem a efetivação de Guilherme Delaroli na presidência da Alerj.

A proposta se baseia na continuidade administrativa, já que Delaroli ocupa o comando do Legislativo após o afastamento de Rodrigo Bacellar. A avaliação interna, segundo o jornal O Globo é que a manutenção reduziria instabilidade política e permitiria que Douglas Ruas concentre esforços na disputa pelo governo estadual.

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