A definição do modelo de eleição para o mandato-tampão no governo do Rio, sob análise do Supremo Tribunal Federal (STF), tem acelerado articulações políticas na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Grupos ligados ao ex-prefeito Eduardo Paes (PSD) e ao deputado Douglas Ruas (PL) disputam influência sobre o comando da Casa.
No campo ligado a Paes, o PSD ampliou sua bancada de seis para dez deputados após a janela partidária. A estratégia inclui formar uma maioria com apoio de outras siglas, estimada em 23 parlamentares, e avançar sobre votos do Centrão. Para eleger o presidente da Alerj, são necessários 36 votos.
A construção dessa maioria depende da adesão do PSOL, que possui cinco deputados e negocia apoio condicionado a alinhamento político. A sigla defende um nome que represente o campo progressista e apoie o presidente Lula.
Entre os nomes em discussão no grupo de Paes estão André Corrêa, recém-filiado ao PSD, e Rosenverg Reis (MDB). Parlamentares do PSOL indicam preferência por Vitor Júnior (PDT), que mantém interlocução com o ex-prefeito.
Cenário condicionado ao STF
No bloco ligado ao PL, a estratégia considera a possibilidade de o STF manter o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, Ricardo Couto, como governador interino. Deputados discutem a efetivação de Guilherme Delaroli na presidência da Alerj.
A proposta se baseia na continuidade administrativa, já que Delaroli ocupa o comando do Legislativo após o afastamento de Rodrigo Bacellar. A avaliação interna, segundo o jornal O Globo é que a manutenção reduziria instabilidade política e permitiria que Douglas Ruas concentre esforços na disputa pelo governo estadual.