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Galípolo diz que BC adotou 'rito estrito' em liquidação do Master

em liquidação do Master

Da Redação
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Redação Exame

Publicado em 8 de abril de 2026 às 11h11.

O presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, afirmou nesta quarta-feira, 8, que o órgão adotou o procedimento mais rigoroso possível no caso do Banco Master para evitar questionamentos futuros.

Em depoimento à CPI do Crime Organizado, Galípolo disse que a preocupação do BC é seguir estritamente os ritos formais, lembrando que decisões envolvendo liquidações financeiras seguem sendo contestadas anos depois.

"No caso do Banco Master, entendemos que é fundamental seguir o rito mais estrito possível, justamente para evitar qualquer questionamento no futuro", afirmou.

Sigilo segue regra de 2018

Galípolo também defendeu o sigilo de oito anos aplicado aos documentos da liquidação do banco, afirmando que a medida segue norma estabelecida em 2018, durante a gestão de Ilan Goldfajn no BC.

Pela regra, instituições maiores têm prazo de sigilo de dez anos, enquanto as menores seguem o período de oito anos. Segundo ele, todas as resoluções desde então mantiveram esse padrão.

O depoimento ocorre após requerimento do senador Eduardo Girão, que questiona a participação de Galípolo em reunião no Palácio do Planalto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o empresário Daniel Vorcaro, investigado no caso.

O Banco Master foi liquidado pelo Banco Central em novembro, no mesmo dia em que foi deflagrada a Operação Compliance Zero, que apura fraudes. Vorcaro está preso e negocia acordo de delação premiada.

Na mesma sessão, o ex-presidente do BC Roberto Campos Neto, convocado pela CPI, não compareceu após obter decisões favoráveis no STF que garantem o direito de ausência.

Reta final da CPI

A oitiva ocorre na última semana de funcionamento da comissão, que será encerrada no dia 14. O relator Alessandro Vieira confirmou que não haverá prorrogação após negociação com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

A fase final tem sido marcada por esvaziamento de sessões, após decisões do STF permitirem que depoentes não compareçam ou permaneçam em silêncio. Nesse cenário, a presença de Galípolo é vista como uma tentativa de dar tração aos trabalhos antes do encerramento.

*Com O Globo

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