Brasil

Dilma veta financiamento privado de campanhas eleitorais

O julgamento do Tribunal aconteceu pouco dias depois de a Câmara ter aprovado texto que permitia as doações de empresas até o limite de R$ 20 milhões


	Veto de Dilma: o julgamento do Tribunal foi finalizado com oito votos a três e aconteceu pouco dias depois de a Câmara dos Deputados ter aprovado texto que permitia as doações de empresas até o limite de R$ 20 mi
 (Evaristo Sa/AFP)

Veto de Dilma: o julgamento do Tribunal foi finalizado com oito votos a três e aconteceu pouco dias depois de a Câmara dos Deputados ter aprovado texto que permitia as doações de empresas até o limite de R$ 20 mi (Evaristo Sa/AFP)

DR

Da Redação

Publicado em 25 de setembro de 2015 às 12h43.

Brasília - Antes de embarcar para os Estados Unidos na quinta-feira, 24, a presidente Dilma Rousseff deixou assinado o decreto presidencial que veta o financiamento empresarial de campanhas eleitorais.

O veto deve ser publicado até a próxima quarta, 30, quando se encerra o prazo para a publicação da reforma política aprovada pelo Congresso Nacional no começo deste mês.

Dilma chegou nesta sexta-feira, 25, em Nova York, onde participa da abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas.

A justificativa para o veto é a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que, no último dia 17, julgou inconstitucional o financiamento de empresas a partidos e campanhas eleitorais.

O julgamento do Tribunal foi finalizado com oito votos a três e aconteceu pouco dias depois de a Câmara dos Deputados ter aprovado texto que permitia as doações de empresas até o limite de R$ 20 milhões.

Dilma já havia sinalizado em jantar com integrantes do PC do B nesta semana que vetaria o trecho, conforme revelou o Estado na edição desta sexta-feira, 25.

No encontro, ela relatou conversa com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em que disse, segundo os presentes, que "nem eu nem ele podemos fazer um enfrentamento com o Judiciário".

"Regra de transição"

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Dias Toffoli, quer que a corte adote uma "regra de transição" para a decisão do STF.

O ministro disse nessa quinta, 24, que tem sido questionado por políticos a respeito de quando a regra passa a valer e afirmou não ter "clareza" do que foi decidido pelo Supremo na questão. Toffoli afirmou que presidentes de partidos políticos têm mostrado dúvidas sobre a validade da decisão.

"Estão nos consultando sobre o que fazer. Eu não tenho ainda clareza. Talvez precisássemos editar algum ato de transição", disse durante sessão do TSE.

Ele chegou a sugerir uma regra de transição para que as doações fiquem proibidas a partir do próximo exercício financeiro do partido, ou seja, se mantenham válidas para doações realizadas no exercício de 2015.

Toffoli pretende conversar sobre o assunto com o presidente do STF, ministro Ricardo Lewandowski, e com o ministro Luiz Fux, relator da ação proposta pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) contra as doações empresariais.

Ele pediu ainda que os demais ministros do TSE pensem a respeito para que a Corte elabore uma resolução a respeito do tema.

Acompanhe tudo sobre:Dilma RousseffPersonalidadesPolíticosPolíticos brasileirosPT – Partido dos TrabalhadoresPolítica no BrasilSupremo Tribunal Federal (STF)Doações

Mais de Brasil

Pré-campanha de Flávio aposta em agenda com Trump para conter desgaste

Cláudio Castro é alvo de nova operação da PF contra aportes no Banco Master

Câmara prevê fim da escala 6x1 com jornada de 40 horas em até um ano

Votação do fim da escala 6x1 é adiada por pedido de vista de deputado do PL