Dez/2018: Polícia intercepta plano da milícia para matar Marcelo Freixo

A execução do parlamentar já tinha data, hora e local para acontecer, segundo reportagem do jornal O Globo de 13 de dezembro de 2018

Matéria publicada em 13 de dezembro de 2018

São Paulo - Um relatório confidencial da Polícia Civil do Rio de Janeiro revelou que um policial militar e dois comerciantes são suspeitos de envolvimento em um plano para assassinar o deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ).

O documento foi revelado pelo jornal O Globo, nesta quinta-feira (13). Segundo a reportagem, os três homens são ligados a um grupo de milicianos da Zona Oeste, investigado pela Divisão de Homicídios (DH) pelo assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e o motorista Anderson Gomes.

De acordo com as investigações, a execução do parlamentar já tinha data, hora e local para acontecer. Seria no próximo sábado (15), durante uma agenda em Campo Grande, onde Freixo encontraria com militantes e professores da rede particular de ensino, no sindicato da categoria.

Os detalhes da atividade do parlamentar foram divulgados nas redes sociais e eram públicos. Após revelação do documento, ele cancelou o compromisso.

Com a divulgação da ameaça, Freixo se pronunciou publicamente:

Revelação

O documento da polícia carioca vem à tona no mesmo dia em que os agentes prenderam os primeiros envolvidos no caso do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes, que completa noves meses nesta sexta-feira (14).

Os agentes fizeram prisões e busca e apreensões em 15 endereços espalhados por vários lugares do Rio e fora do estado. Os alvos foram os milicianos.

O PSOL, partido de Marielle e de Freixo, divulgou uma resposta em seu perfil oficial do Twitter sobre a reportagem.

Trajetória

Marcelo Freixo começou sua militância como professor no sistema prisional, em 1989, e também foi defensor da luta por cidadania para os moradores de favelas.

Atualmente, com 51 anos, ele foi o segundo deputado federal mais votado no Rio de Janeiro, com 342.491 votos, pela legenda do PSOL. Desde 2012, atua como deputado estadual na Alerj.

Desde que presidiu a CPI das Milícias em 2008, ele passou a contar com proteção policial por conta de ameaças de morte que vinha recebendo. No final da CPI, Freixo pediu o indiciamento de 225 políticos, policiais, agentes penitenciários, bombeiros e civis.

Nesta quinta-feira, ele disponibilizou o link da CPI, que completará dez anos no próximo domingo, para acesso público.

(Com Estadão Conteúdo)

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