Desaprovação de Bolsonaro fica em 49% com vacina lenta, mostra EXAME/IDEIA

Com ritmo lento de vacinação, metade dos brasileiros avaliam a gestão do presidente como ruim ou péssima

As pessoas que avaliam o governo do presidente Jair Bolsonaro como ruim ou péssimo somam 49%. Apesar de ter oscilado para baixo em relação à última pesquisa, esta variação está dentro da margem de erro que é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Nunca antes na série histórica, medida desde o início do governo, a desaprovação ficou por tanto tempo com um valor próximo dos 50%. O patamar foi alcançado no dia 25 de março. Os que avaliam o trabalho do presidente como ótimo ou bom somam 26%, e os que consideram como regular são 23%.

Estes são os dados da mais recente pesquisa EXAME/IDEIA, projeto que une EXAME e o IDEIA, instituto de pesquisa especializado em opinião pública. O levantamento ouviu 1.252 pessoas entre os dias 7 e 10 de junho. As entrevistas foram feitas por telefone, com ligações tanto para fixos residenciais quanto para celulares. Clique aqui para ler o relatório completo. 

Maurício Moura, fundador do IDEIA, pondera que em alguns grupos houve uma melhora na avaliação do presidente, ou pelo menos se manteve alta. “As fortalezas dele seguem firmes, principalmente entre as pessoas do sexo masculino [32% consideram ótimo ou bom] e entre os evangélicos [37%]”, diz.

Outra parcela que também mostra uma avaliação positiva alta é a região Norte [39%]. Para Moura, a nova rodada do auxílio emergencial, pago desde abril, tem uma influência maior entre os moradores desta região. Por outro lado, a avaliação negativa - ruim ou péssima - soma 58% no Nordeste, e 49% no Sudeste.

Ritmo de vacinação

Para o fundador do IDEIA a vacinação lenta é o motivo pela desaprovação de Bolsonaro estar tão alta por tanto tempo. De acordo com dados do Ministério da Saúde, divulgados na quinta-feira, 10, cerca de 11% da população brasileira está imunizada com as duas doses.

Isso coloca o Brasil muito atrás de outros países, como Estados Unidos, que já vacinou completamente 42% da população, e até mesmo o nosso vizinho Chile, que conseguiu garantir proteção a 45% das pessoas do país, segundo a plataforma Our World in Data, ligada à Universidade de Oxford.

Outro ponto que expõe negativamente o governo de Bolsonaro é a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia, no Senado Federal. Em pouco mais de um mês de trabalhos, os senadores já ouviram ex-ministros da Saúde, o atual, além de representantes de laboratórios de vacinas. Documentos obtidos pela CPI mostram que o governo federal ignorou, pelo menos, 53 e-mails da Pfizer sobre a vacina.

 


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