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Denúncia visa criminalizar atividade política, diz defesa na CCJ

O advogado Daniel Gerber afirmou que a peça que acusa os peemedebistas Eliseu Padilha, Moreira Franco e Michel Temer é um "ato político"

Daniel Gerber: "Nessa denúncia temos um ato político, um manifesto político, nada mais" (Antonio Cruz/Agência Brasil/Agência Brasil)

Daniel Gerber: "Nessa denúncia temos um ato político, um manifesto político, nada mais" (Antonio Cruz/Agência Brasil/Agência Brasil)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 10 de outubro de 2017 às 20h33.

Brasília - Advogado de defesa do ministro-chefe da Casa Civil Eliseu Padilha, Daniel Gerber, foi na mesma linha da defesa do presidente Michel Temer e disse nesta terça-feira, 10, que a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) visa criminalizar a atividade política.

Em discurso na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, ele afirmou que a peça acusatória é um ato político e pediu que parlamentares reajam contra o sistema de delações premiadas vigente no País.

"Com todo respeito ao Ministério Público, nessa denúncia temos um ato político, um manifesto político, nada mais", declarou Gerber.

"Está na hora de o poder Legislativo se erguer contra esse sistema de delações que hoje está sendo feito no Brasil. Não é contra a lei, contra o instituto, contra a Lava Jato. É contra o sistema", acrescentou, ressaltando que os próprios parlamentares estão sendo vítimas dos "excessos" desse sistema.

Gerber pediu a rejeição da denúncia contra seu cliente, sob o argumento de que ela é atípica e inepta.

Ele ressaltou que o ministro-chefe da Casa Civil não foi sequer citado em nenhuma operação da Polícia Federal, até agora. Ele afirmou que, se a denúncia for aceita, acabará em "pizza".

Não por culpa dos advogados, de ministros do Supremo Tribunal Federal e dos deputados que a julgarão. "É culpa dessa acusação mal formulada", disse.

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