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Defesa de Vorcaro pede ao STF acesso às perícias da PF sobre celulares

Advogados manifestaram preocupação com o vazamento de conversas pessoais do banqueiro

Luiz Anversa
Luiz Anversa

Repórter

Publicado em 7 de março de 2026 às 14h57.

A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, voltou a solicitar neste sábado, 7, ao Supremo Tribunal Federal (STF) acesso às perícias realizadas pela Polícia Federal nos aparelhos eletrônicos apreendidos na Operação Compliance Zero, que investiga fraudes na instituição financeira.

Os advogados afirmam que o pedido foi apresentado em 14 de fevereiro com o objetivo de verificar a integridade do material coletado e avaliar eventuais falhas no manuseio dos dispositivos. A defesa solicita acesso aos dados brutos extraídos dos celulares e demais equipamentos de Vorcaro.

“O objetivo é permitir a análise independente por assistente técnico da defesa, conforme previsto na legislação processual, garantindo que a prova digital seja examinada com transparência, integridade e respeito ao devido processo legal”, declarou a equipe jurídica em nota.

Os advogados também manifestaram preocupação com o vazamento de conversas pessoais do banqueiro. Segundo eles, a defesa “reiterou mais uma vez sua preocupação com vazamentos seletivos de conteúdos que estariam sob sigilo judicial e reafirmou seu compromisso de utilizar qualquer material obtido exclusivamente para fins processuais, preservando o sigilo das informações”.

Na sexta-feira, 6, o ministro André Mendonça, relator do caso no STF, determinou a abertura de um inquérito na Polícia Federal para apurar a origem do vazamento.

Relembre o caso

Daniel Vorcaro foi novamente preso na manhã de quarta-feira, 4, durante a terceira fase da Operação Compliance Zero. Ele já havia sido alvo de um mandado de prisão no ano passado, mas obteve liberdade provisória mediante uso de tornozeleira eletrônica.

A nova ordem de prisão foi fundamentada em mensagens encontradas no celular do banqueiro, apreendido na primeira fase da operação.

A Operação Compliance Zero apura fraudes bilionárias no Banco Master, que teriam provocado um rombo de até R$ 47 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos para ressarcimento de investidores.

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