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Defesa de Lula recorre a Direitos Humanos da ONU para evitar prisão

Defesa pede que a ONU solicite ao governo brasileiro que impeça a prisão de Lula, que foi condenado por corrupção e lavagem de dinheiro

Apoiadores de Lula: condenado nos tribunais brasileiros, o petista recorre à ONU (Paulo Whitaker/Reuters)

Apoiadores de Lula: condenado nos tribunais brasileiros, o petista recorre à ONU (Paulo Whitaker/Reuters)

AB

Agência Brasil

Publicado em 6 de abril de 2018 às 12h08.

Última atualização em 6 de abril de 2018 às 13h11.

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva entrou com um pedido de liminar no Comitê de Direitos Humanos das Nações Unidas, com sede em Genebra, no qual pede que o órgão solicite ao governo brasileiro que impeça a prisão dele até que se esgotem os recursos contra sua condenação em todas as instâncias da Justiça.

Os advogados Cristiano Zanin, Valeska Zanin e Geoffrey Robertson alegam que o julgamento da última quarta-feira (4), quando o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou, por 6 a 5, um habeas corpus preventivo de Lula, precisa ser examinado por um tribunal independente.

"A decisão por uma estreita margem, tomada na quarta-feira, 4 de abril, pelo Supremo Tribunal Federal, demonstra a necessidade de um tribunal independente examinar se a presunção de inocência foi violada no caso de Lula, como também as alegações sobre as condutas tendenciosas do juiz Sérgio Moro e dos desembargadores contra o ex-presidente", disseram os advogados por meio de nota.

Lula encontra-se neste momento no Sindicato dos Metalúrgicos em São Bernardo do Campo. Ontem (6), o juiz federal Sergio Moro pediu a prisão do ex-presidente no caso do tríplex no Guarujá (SP), determinando que ele se entregue à Polícia Federal até as 17h desta sexta-feira.

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