Redação Exame
Publicado em 8 de fevereiro de 2026 às 17h41.
A Defesa Civil do estado de São Paulo retomou, na tarde deste domingo, 8, o gabinete de crise para coordenar as ações de emergência contra chuvas intensas e deslizamentos.
A decisão ocorre após os índices pluviométricos superarem a marca de 100 mm em diversas regiões, patamar classificado como de perigo extremo. O grupo reúne agências reguladoras, o Corpo de Bombeiros e empresas de energia e saneamento para agilizar o atendimento em áreas afetadas por alagamentos.
A intensificação das precipitações é resultado de um sistema de baixa pressão no oceano, somado à atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS). O fenômeno atingiu principalmente o Litoral Norte e cidades do interior, como São Carlos, que registrou 137 mm de chuva em apenas um dia.
O volume representa cerca de 80% de toda a média histórica esperada para o mês de fevereiro na localidade — o equivalente a 24 dias de chuva em 24 horas.
Até o momento, o estado contabiliza 13 pessoas desalojadas e quatro desabrigadas, além de registros de quedas de barreiras e interrupções em vias públicas. Não houve registro de mortes ou feridos graves, mas as autoridades mantêm o monitoramento constante em encostas devido ao solo encharcado.
Cidades como Ubatuba e Bertioga também apresentaram acumulados superiores a 120 mm, o que mantém o sinal de alerta ligado para novos deslizamentos de terra.
A estrutura do gabinete de crise visa reduzir o lead time de resposta das concessionárias de telefonia, gás e eletricidade em caso de quedas de árvores ou danos estruturais. A integração com o programa Muralha Paulista e drones de monitoramento auxilia na identificação de pontos críticos em tempo real.
O governo estadual reforça que a prioridade é a manutenção dos serviços essenciais e a preservação da vida em áreas de vulnerabilidade geológica.
As orientações para a população incluem evitar o tráfego em ruas alagadas e manter atenção redobrada a estalos em morros ou inclinação de postes.
A Defesa Civil utiliza alertas via SMS e sirenes em áreas de encostas para comunicar riscos iminentes de movimentos de massa.
(Com Agência Brasil)