Datafolha: Boulos reduz diferença para Covas na reta final da campanha

Com avanço entre o eleitorado mais jovem, Boulos chega a 45% de votos válidos, contra 55% de Covas
O DataFolha ouviu 1.260 pessoas (Montagem/Exame)
O DataFolha ouviu 1.260 pessoas (Montagem/Exame)
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Agência O Globo

Publicado em 24/11/2020 às 07:43.

Última atualização em 24/11/2020 às 08:29.

A cinco dias da votação do segundo turno em São Paulo, a pesquisa Datafolha, realizada nos dias 17 e 18, mostra que o candidato do PSOL, Guilherme Boulos, segue avançando na preferência do eleitorado, passando de 42% a 45% dos votos válidos (excluindo brancos e nulos); enquanto o prefeito Bruno Covas (PSDB) registrou um recuo, e 58% para 55%. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos. O instituto ouviu 1.260 pessoas e a pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral com o número SP-0985/2020.

A principal diferença do segundo turno para o primeiro é o tempo de TV, que passou a ser dividido de forma igualitária entre os candidatos. No primeiro turno, ancorado em sua coligação de dez partidos, Covas teve 3 minutos e 29 segundos no horário eleitoral de TV, contra 17 segundos de Boulos.

A redução da distância entre Boulos e Covas se deve, segundo a pesquisa, à capacidade do candidato do PSOL em atrair eleitores que inicialmente iriam votar em branco ou nulo (o índice caiu de 13% para 9%), além de indecisos (que oscilaram de 4% para 3%). O principal grupo em que Boulos avançou foi entre os mais jovens – eleitores entre 16 e 24 anos (12% da amostra da pesquisa), que até a semana passada davam 59% de intenção de voto a Boulos, contra 35% para Covas, e agora essa relação ampliou, para 65% a 35%.

Covas ainda matém a liderança por conta das faixas etárias mais velhas: os 25% da amostra que estão entre 45 e 59 anos dão ao tucano 58% das intenções de voto, contra 42% de Boulos.

Segundo o Datafolha, Boulos lidera entre os menos escolarizados (67% dos votos válidos) e os mais ricos (56%, entre os que ganham mais de 10 salários mínimos; e 62% entre quem recebe entre 5 e 10 salários). Entre os mais pobres, há um empate no limite da margem de erro, mas com vantagem para Covas (53% a 47%).