Repórter
Publicado em 4 de março de 2026 às 07h33.
Última atualização em 4 de março de 2026 às 07h40.
Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi preso novamente pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira, 4. A informação foi divulgada inicialmente pelo G1 e confirmada pela EXAME.
A prisão foi realizada durante a 3ª fase da Operação Compliance Zero, que cumpre quatro mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão em São Paulo e Minas Gerais.
A PF afirmou que a nova fase investiga crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos. Segundo a corporação, a investigação contou com o apoio do Banco Central.
Cerca de R$ 22 bilhões foram bloqueados. O Supremo Tribunal Federal também determinou o afastamento de funcionários públicos.
A segunda fase da operação aconteceu em janeiro e apurava uma organização criminosa acusada de lavagem de dinheiro, manipulação de mercado e gestão fraudulenta de instituição financeira.
O Supremo Tribunal Federal expediu 42 mandados de busca e apreensão em São Paulo, além do bloqueio de bens e valores avaliados em mais de R$ 5,7 bilhões.
Segundo a EXAME apurou na época, a operação mirou endereços ligados a Vorcaro. O dono do Banco Master havia sido preso pela PF no dia 18 de novembro, durante a primeira fase da ação. Dez dias após a prisão, Vorcaro foi solto por decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1).
A desembargadora Solange Salgado afirmou que, apesar de existirem elementos que justificassem a investigação, os crimes atribuídos a Vorcaro não envolviam violência ou grave ameaça. Por isso, autorizou a libertação do executivo e de outros quatro investigados.
Vorcaro é suspeito de comandar a venda de títulos de crédito falsos que teriam movimentado cerca de R$ 12 bilhões. A crise levou o Banco Central a decretar a liquidação extrajudicial do Banco Master.