Brasil

Crimes em licitação do Metrô não prescreveram, diz Justiça

Desembargadores aceitaram o argumento do MP de que pagamentos regidos pelo documento foram feitos em 2013, o que mostra que são crimes “permanentes”


	Metrô de São Paulo: executivos das empresas poderão voltar a ser responsabilizados criminalmente pelos crimes de formação de cartel e fraude à licitação
 (Mauricio Simonetti/EXAME.com)

Metrô de São Paulo: executivos das empresas poderão voltar a ser responsabilizados criminalmente pelos crimes de formação de cartel e fraude à licitação (Mauricio Simonetti/EXAME.com)

DR

Da Redação

Publicado em 18 de agosto de 2014 às 17h51.

São Paulo - O Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo decidiu que os crimes de cartel e de fraude na licitação ocorridos em contratos da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) não estão prescritos. Os desembargadores aceitaram o argumento do Ministério Público (MP) de que, embora o contrato entre as empresas acusadas e o Metrô tenha sido assinado em 2005, pagamentos regidos pelo documento foram feitos em 2013, o que mostra que são crimes “permanentes”.

“Enquanto tais contratos ativos estiverem vigentes, ainda estarão, em tese, sendo perpetrados atos do mesmo 'cartel', sendo, desa forma, crime de natureza permanente”, afirma o desembargador-relator, Edison Brandão, em decisão do último dia 5.

O Tribunal de Justiça reparou, assim, a decisão em primeira instância da 30ª Vara Criminal da Comarca da capital, que não aceitou a denúncia do MP contra executivos das empresas acusadas de cartel e de fraude à licitação no Metrô. O juiz de primeira instância fundamentou a decisão dizendo que os crimes estavam prescritos.

Com essa decisão do TJ, executivos das empresas poderão voltar a ser responsabilizados criminalmente pelos crimes de formação de cartel e fraude à licitação. Segundo o Ministério Público, as irregularidades foram verificadas em contratos de 12 empresas, firmados em cinco projetos do metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos.

De acordo com o promotor de Justiça Marcelo Mendroni, do Grupo de Atuação Especial de Combate aos Delitos Econômicos (Gedec), os prejuízos aos cofres públicos são avaliados em R$ 834,8 milhões.

Acompanhe tudo sobre:EmpresasEstatais brasileirasEmpresas estataiscidades-brasileirasMetrópoles globaisCorrupçãoEscândalosFraudesJustiçaSão Paulo capitalmobilidade-urbanatransportes-no-brasilTransporte públicoGovernoMetrô de São Paulo

Mais de Brasil

Lula afirma que Trump pretende ser 'dono da ONU' ao propor Conselho da Paz

Tarcísio veta obrigatoriedade de cardápio físico em restaurantes de SP

Anvisa proíbe venda de suplemento que prometia equilíbrio glicêmico sem comprovação científica

CNU divulga resultado preliminar da prova discursiva nesta sexta-feira; veja o horário