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CPI determina condução coercitiva de presidente da Samsung

O início da sessão foi marcado por tensão entre o presidente da CPI e o deputado Ivan Valente, que o acusou de blindar investigados pela Operação Lava Jato


	Hugo Motta: a condução coercitiva foi encaminhada depois do presidente ter sido convocado para prestar depoimento na terça-feira, 14, mas não responder ao aviso de convocação
 (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Hugo Motta: a condução coercitiva foi encaminhada depois do presidente ter sido convocado para prestar depoimento na terça-feira, 14, mas não responder ao aviso de convocação (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

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Da Redação

Publicado em 15 de julho de 2015 às 16h08.

Brasília - O presidente da CPI da Petrobras, deputado Hugo Motta (PMDB-PB), determinou a condução coercitiva do presidente da Samsung Heavy Industry, J.W. Kim. Ele havia sido convocado para prestar depoimento na terça-feira, 14, mas não respondeu ao aviso de convocação.

"Determino a condução coercitiva do presidente da Samsung, que não respondeu à convocação da CPI. A CPI cumpre aquilo que anuncia", afirmou Motta, que marcou o depoimento para 5 de agosto.

Polêmica

O início da sessão foi marcado por tensão entre o presidente da CPI e o deputado Ivan Valente (PSOL-SP), que o acusou de blindar investigados pela Operação Lava Jato e de esconder as investigações conduzidas pela empresa de espionagem Kroll.

"O senhor está blindando, sim, pessoas", disse Valente, antes de cobrar a convocação de pessoas que envolvem o nome do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), no esquema de corrupção da Petrobras.

Valente cobrou também publicidade aos 12 nomes investigados pela Kroll. Apenas Motta, o deputado André Moura (PSC-SE) e Cunha sabem quem são os investigados. Reportagem do "Correio Braziliense" informou que Cunha determinou sigilo sobre as investigações até 2020.

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