Lula e ministros: petista terá que fazer uma grande reforma ministerial devido as eleições (Ricardo Stuckert / PR)
Repórter de Brasil e Economia
Publicado em 23 de janeiro de 2026 às 10h03.
A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), confirmou que deixará o governo para disputar um cargo nas eleições deste ano.
Hoffmann anunciou a pré-candidatura ao Senado pelo estado do Paraná na quarta-feira, 21, após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o presidente do Partido dos Trabalhadores, Edinho Silva, e o diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, Enio Verri.
A ministra da SRI não será a única. A expectativa é que mais 19 ministros disputem a corrida eleitoral. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministros de Estado devem a se afastar ou desincompatibilizar do cargo até seis meses antes da eleição.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, já anunciou que deixará a pasta em breve para se dedicar ao projeto de reeleição de Lula. Haddad é aventado como nome do PT na disputa ao governo ou ao Senado em São Paulo.
Outro ministro que já anunciou que deve deixar o governo, mas sem destino definido, é Camilo Santana, da Educação.
O chefe da pasta afirmou que não deve disputar nenhum cargo, mas seu nome é ligado à disputa pelo governo do Ceará, uma vez que Elmano de Freitas (PT), atual governador do estado, está com a popularidade em baixa e terá como adversário Ciro Gomes, com forte capital político no estado.
Carlos Fávaro, da Agricultura, deve deixar a gestão para disputar o Senado no Mato Grosso. André Fufuca, do Esporte, Silvio Costa Filho, de Portos e Aeroportos, e Rui Costa são outros nomes cotados para disputar o Senado em seus estados.
Marina Silva e Simone Tebet também são cotadas para disputar cargos nas eleições. As duas foram apontadas como nomes para compor uma chapa governista em São Paulo.
Renan Filho, ministro dos Transportes, é um nome governista para disputar o governo de Alagoas.
Outros nomes do governo, como Anielle Franco, Macaé Evaristo e Jader Filho, devem disputar vagas na Câmara dos Deputados.
Ainda há situações como a do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), que pode seguir na posição de vice na disputa pela reeleição ou disputar o governo de São Paulo.
Por outro lado, entre os que já afirmaram que não vão disputar a eleição estão o ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), o ministro do Trabalho, Luiz Marinho (PT), e Guilherme Boulos (PSOL), da Secretaria-Geral da Presidência.