Como ser voluntário para testar a vacina chinesa contra a covid-19

Nesta etapa da testagem somente profissionais da saúde podem participar. No total, 9 mil pessoas serão selecionadas em seis estados brasileiros

Profissionais da saúde que trabalham na linha de frente no combate à covid-19 podem se candidatar como voluntários nos testes da vacina chinesa contra a doença a partir desta segunda-feira, 13. O formulário de inscrição está disponível no site do governo de São Paulo.

O teste, liderado pelo Instituto Butantan, recebeu aval da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) na semana passada. Serão selecionadas 9 mil pessoas em seis estados brasileiros – São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Distrito Federal. O processo de testagem começa no dia 20 de julho.

Entre as exigências para participar do estudo está ser profissional da saúde, como médicos e enfermeiros, prestar atendimento direto a pessoas com o coronavírus, não ter nenhuma doença crônica e também não ter testado positivo para a covid-19. 

A vacina é uma das mais promissoras do mundo e é desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac que já realizou testes do produto em cerca de mil voluntários na China, nas fases 1 e 2. Antes, o modelo experimental aplicado em macacos apresentou resultados expressivos em termos de resposta imune contra as proteínas do vírus.

Atualmente está na chamada fase 3 em que um grande número de pessoas usa a vacina para comprovar a eficácia. Metade dos voluntários vai receber a vacina e a outra um placebo. Após cerca de um mês é uma feita uma análise para verificar como a imunidade ficou em cada um dos grupos.

De acordo com o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, a parceria firmada entre o governo de São Paulo e o laboratório prevê a transferência de tecnologia para que a fabricação da vacina seja feita aqui.

“Nós estamos muito otimistas e eu acredito que vamos ter a vacina até o fim do ano. A China tem cinco vacinas em estudos clínicos de fase 2 ou 3. O Reino Unido tem duas nestas fases e os Estados Unidos, duas”, disse Dimas Covas em entrevista coletiva nesta segunda-feira.

O Brasil é fundamental nesta etapa de validação da eficácia da vacina, principalmente porque os testes precisam acontecer onde a população esteja exposta ao vírus. E o país ainda enfrenta muitos problemas em diversas regiões para conter o avanço da doença.

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