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CBTU anuncia reajuste nas passagens de metrô de cinco capitais

As passagens em Belo Horizonte, Recife, João Pessoa, Maceió e Natal sofrerão aumento a partir da próxima sexta, 11
Metrôs: segundo a CBTU, reajuste "busca o fortalecimento do transporte de passageiros sobre trilhos" (Divulgação/Divulgação/CBTU)
Metrôs: segundo a CBTU, reajuste "busca o fortalecimento do transporte de passageiros sobre trilhos" (Divulgação/Divulgação/CBTU)
Por Paulo Roberto Netto, do Estadão ConteúdoPublicado em 07/05/2018 17:21 | Última atualização em 07/05/2018 17:21Tempo de Leitura: 2 min de leitura

A Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) anunciou reajuste de quase 90% nos valores de passagens de metrô de cinco capitais do País. Em quatro cidades, o aumento ocorre após mais de uma década sem mudanças nas tarifas.

Em nota divulgada nesta segunda-feira, 7, a CBTU informa que a partir da próxima sexta-feira, 11, os bilhetes de Belo Horizonte (R$ 1,80) e Recife (R$ 1,60) terão reajuste de 89% e 88%, saltando para R$ 3,40 e R$ 3, respectivamente. Em João Pessoa, Maceió e Natal, as tarifas custarão o dobro, passando de R$ 0,50 para R$ 1.

Segundo a CBTU, o reajuste "busca o fortalecimento do transporte de passageiros sobre trilhos".

"Rigorosamente em todo o país, tarifas de transportes públicos sofrem reajustes baseados, normalmente, em índices inflacionários. Em João Pessoa, Maceió e Natal as tarifas estão congeladas há 15 anos; em Belo Horizonte há 12 anos e em Recife há seis", afirmou a companhia. "Com isso, a receita obtida pelo serviço de transporte metroferroviário não evoluiu de forma compatível com o aumento de seus custos, sendo necessária aplicação do presente reequilíbrio financeiro."

Em março deste ano, a companhia ameaçou reduzir o funcionamento das linhas de metrô das cinco capitais para apenas os horários de pico dos dias úteis. O motivo seria o corte de 43% no orçamento de 2018 em relação ao ano passado. Em 2017, a companhia recebeu R$ 260 milhões, mas neste ano o montante foi reduzido a R$ 139,7 milhões.

No início de abril, o então ministro de Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Dyogo Oliveira, afirmou que seria realizada complementação orçamentária para garantir o funcionamento das linhas operadas pela CBTU.