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Casos de dengue em Jaú podem chegar a 10 mil

O número oficial de pessoas doentes subiu nesta quinta-feira, 08, para 3.223 casos positivos, porém as subnotificações preocupam as autoridades sanitárias


	Dengue: as subnotificações preocupam as autoridades sanitárias
 (Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr)

Dengue: as subnotificações preocupam as autoridades sanitárias (Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr)

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Da Redação

Publicado em 8 de maio de 2014 às 16h50.

Araçatuba - Mais de 10 mil pessoas podem ter contraído dengue neste ano em Jaú, no interior de São Paulo, que vive uma epidemia da doença.

O número oficial de pessoas doentes subiu nesta quinta-feira, 08, para 3.223 casos positivos, porém as subnotificações preocupam as autoridades sanitárias.

Elas avaliam que aproximadamente 10 mil pessoas, que contraíram a doença, não procuraram os serviços de saúde para se tratar.

E as clínicas e consultórios particulares não estão notificando os casos. A epidemia causou a morte de sete pessoas entre março e abril, uma delas por dengue hemorrágica.

O vírus circulante é do tipo 1, mas 22 pessoas foram internadas com a forma mais grave da doença e aos menos cinco continuavam hospitalizadas nesta quinta.

"A subnotificação é preocupante porque pode causar sérios prejuízos aos pacientes e prejudica o controle da doença", diz a enfermeira Leila Garcia Rossi, do Serviço de Vigilância Epidemiológica do município.

Segundo ela, além das pessoas que não procuraram atendimento, a subnotificação é feita também pelos próprios consultórios e clínicas médicas.

"Embora seja uma doença de notificação compulsória, podemos contar nos dedos os médicos e laboratórios particulares que fazem a notificação dos casos", diz.

Segundo ela, ao menos 10 mil pessoas podem ter adquirido a doença na cidade, de 140 mil habitantes.

Médicos ouvidos pela reportagem estimam que a subnotificação é ainda maior: de aproximadamente 20 mil pessoas. Só na Santa Casa de Jaú, 85 profissionais, entre eles 25 médicos e 30 enfermeiros contraíram a doença.

"Em toda a cidade, por onde a gente anda, há casos de pessoas doentes. A situação é tão grave que até o comércio e a indústria sentem os efeitos com a perda de funcionários", disse um médico, que pediu para não ser identificado.

"Acho que não chega a tanto (20 mil), mas 10 mil é um número razoável. O problema é que por ser uma doença de transmissão viral, as pessoas acham que podem se cuidar sozinhas e não procuram os médicos. Mas os prejuízos podem ser grandes, pois ao usar um remédio errado a doença pode se agravar", diz Leila.

No entanto, segundo ela, a contaminação está diminuindo. "Pelos nossos números, a epidemia está perdendo a força. Em março de 100 a 200 suspeitos eram notificados por dia. Hoje estamos em 20 por dia", diz.

O último boletim da doença, divulgado nesta quinta, informa que o município tem 3.223 casos positivos e 1.871 negativos.

Os casos são confirmados com base nos sintomas clínicos dos pacientes.

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