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Casa de repouso é interditada em São Paulo após surto de coronavírus

Dois moradores morreram e outros dez são suspeitos de terem sido infectados pelo novo coronavírus

Coronavírus: moradores da casa de repouso foram transferidos entre os dias 18 e 19 de maio (Yulia Shaihudinova/Getty Images)

Coronavírus: moradores da casa de repouso foram transferidos entre os dias 18 e 19 de maio (Yulia Shaihudinova/Getty Images)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 22 de maio de 2020 às 11h49.

Uma casa de repouso foi interditada esta semana pela Vigilância Sanitária no bairro do Limão, na zona norte de São Paulo. Dois moradores morreram e outros dez são suspeitos de terem sido infectados pelo novo coronavírus. Entre os funcionários, há quatro casos confirmados e outros cinco suspeitos, além de um óbito em investigação. Os residentes foram transferidos para unidades de saúde e casas de familiares entre os dias 18 e 19 de maio.

O espaço, que funcionava há cinco anos, já estava em processo de interdição por "irregularidades físicas, higienização precária e denúncias de negligência", segundo nota da Secretaria Municipal de Saúde. Em uma entrevista à TV Globo, uma funcionária que não quis se identificar informou que os equipamentos de proteção eram reutilizados.

A proprietária do espaço, Regina Anis, disse que à emissora que quando a pandemia começou pediu para os funcionários economizarem o material, já que eles não estavam à venda nas farmácias.

No interior de São Paulo, já são 29 o número de idosos residentes em asilos que morreram após contrair a doença. Em todo o Estado, são quase 600 centros de acolhimento públicos ou conveniados, abrigando cerca de 20 mil idosos. O maior número de mortes aconteceu em Piracicaba, onde 13 idosos morreram com a doença em dois asilos.

O Estadão não conseguiu contato com os responsáveis pela casa de repouso.

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