Brasil

CAS aprova avaliação psíquica infantil obrigatória

Segundo a autora do projeto, a senadora Angela Portela, a questão não tem recebido a atenção necessária


	Angela Portela: "Espera-se que a incorporação desse instrumento pelos serviços de saúde possa contribuir para a detecção precoce de problemas no desenvolvimento das crianças"
 (Divulgação)

Angela Portela: "Espera-se que a incorporação desse instrumento pelos serviços de saúde possa contribuir para a detecção precoce de problemas no desenvolvimento das crianças" (Divulgação)

DR

Da Redação

Publicado em 17 de abril de 2013 às 17h10.

Brasília - A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado aprovou na manhã desta quarta-feira o projeto que altera o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), para instituir a obrigatoriedade de aplicar instrumentos de avaliação psíquica a toda criança nos primeiros 18 meses de vida. Isso se daria por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo defendeu a autora, a senadora Angela Portela (PT-RR), especialistas brasileiros desenvolveram o Protocolo de Indicadores de Risco para o Desenvolvimento Infantil (IRDI), um instrumento de avaliação e identificação de riscos ao desenvolvimento psíquico infantil.

"Espera-se que a incorporação desse instrumento pelos serviços de saúde possa contribuir para a detecção precoce de problemas no desenvolvimento das crianças."

A relatora, senadora Ana Rita (PT-ES), ponderou em seu relatório que, embora não haja dados consolidados sobre a ocorrência de distúrbios mentais na infância, "estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam para uma prevalência mundial de 10% a 20% desses agravos na população dessa faixa etária".

A questão, segundo ela, não tem recebido a atenção necessária. Ana Rita destacou que, com a obrigatoriedade prevista na proposta, o diagnóstico precoce e a aplicação imediata de medidas terapêuticas efetivas estarão garantidas e poderão "contribuir para a promoção do desenvolvimento saudável da criança".

A matéria, que já passou pela Comissão de Direitos Humanos (CDH), foi aprovada por unanimidade e, se não for apresentado recurso no prazo regimental (cinco dias após a publicação dele no Diário do Senado), ele segue direto para a Câmara dos Deputados.

Acompanhe tudo sobre:PsicologiaSaúde no BrasilSUS

Mais de Brasil

Flávio defende suspender reforma tributária e é questionado em evento da CNI

PGR defende validade de pesquisa eleitoral que apontava queda de Flávio Bolsonaro

Defesa de Jaques Wagner recorre ao STF para anular busca da PF no Caso Master

Nova regra permite ao Judiciário até 100 dias a mais de folga que empregados 6x1