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Campos quer inovar indústria para combater desemprego

Candidato do PSB pretende redirecionar foco das linhas de financiamento do BNDES para fortalecer a capacidade de produção industrial


	Eduardo Campos: "Estamos vivendo um processo de desindustrialização, e os melhores empregos no Brasil estão sendo perdidos"
 (Ueslei Marcelino/Reuters)

Eduardo Campos: "Estamos vivendo um processo de desindustrialização, e os melhores empregos no Brasil estão sendo perdidos" (Ueslei Marcelino/Reuters)

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Da Redação

Publicado em 7 de agosto de 2014 às 14h08.

São Paulo - O candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo Campos, defendeu hoje (7) medidas de curto prazo para tentar reverter o baixo crescimento do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país).

Uma das medidas que pretende adotar, se for eleito, é redirecionar o foco das linhas de financiamento do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para fortalecer a capacidade de produção industrial, disse ele, em encontro com executivos ligados à Associação Brasileira da Indústria de Máquinas (Abimaq).

“Estamos vivendo um processo de desindustrialização, e os melhores empregos no Brasil estão sendo perdidos. Só no último semestre, a indústria de bens de capital, formada pelas fábricas que fazem as fábricas, reduziu em 30% suas vendas. É uma situação de UTI, e precisamos ter medidas de curtíssimo prazo e de médio e longo prazos para salvar a indústria brasileira”, disse Campos em entrevista coletiva.

O candidato comparou a idade média das máquinas nas empresas brasileiras com as dos com os Estados Unidos. Segundo ele, no Brasil, a média é 17 anos e, nas companhias americanas, sete. Sem investir na área produtiva, o Brasil vai “continuar derretendo empregos”, afirmou.

Campos disse que a economia do país só vai deslanchar quando a competitividade aumentar e que, para isso, o BNDES tem papel fundamental, no sentido de fomentae a renovação do parque fabril. O BNDES precisa cumprir sua tarefa de origem, que é o financiamento de bens de capital, destacou. Para ele, essa função foi alterada pela escassez de recursos que se seguiu logo após a crise financeira mundial, em 2008. No entanto, advertiu que é necessário buscar novos canais para o crédito necessário ao investimento no setor privado.

Embora tenha sido aplaudido em alguns momentos como, quando defendeu uma política desoneração, o candidato deixou no ar algumas respostas sobre medidas que pretende tomar para estancar juros e dar equilíbrio às oscilações cambiais. “Não se baixa juro por decreto”, afirmou Campos, deixando subentendido que esta é uma questão a ser ajustada pelo próprio mercado.

Para ele, o equilíbrio pode surgir, naturalmente, de um avanço econômico com base no índice de confiança em medidas de longo prazo. ”Uma boa governança macroeconômica colocará o câmbio no lugar certo”, disse o candidato, que destacou ainda a necessidade de criação de novos nichos de negociação externa seguindo a tendência mundial de acordos bilaterais.

Logo em seguida, Eduardo Campos dirigiu-se à sede da Fundação Abrinq para a assinatura do Termo de Compromisso do Projeto Presidente Amigo da Criança. Esse documento tem o objetivo de incentivar os candidatos a adotar políticas públicas destinadas a melhorar as condições de vida de crianças e adolescentes. Nesta campanha, ele é o segundo presidenciável a assinar o compromisso. O primeiro foi Eduardo Jorge, candidato do PV.

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