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Campanha quer incluir mulheres em profissões "masculinas"

Um comercial será exibido para incentivá-las a procurar cursos em profissões ainda dominadas por homens, como eletricista, torneiro mecânico e pedreiro

A ministra-chefe da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci: o governo quer chamar atenção das mulheres para os cursos do Pronatec (Antonio Cruz/ABr)

A ministra-chefe da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci: o governo quer chamar atenção das mulheres para os cursos do Pronatec (Antonio Cruz/ABr)

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Da Redação

Publicado em 12 de novembro de 2012 às 17h05.

Brasília – Uma campanha para incentivar mulheres a buscarem capacitação em áreas profissionais mais ocupadas por homens, como a construção civil e a mecânica, foi lançada hoje (12) no Palácio do Planalto. A campanha “Mulheres que Inovam” quer chamar a atenção delas para os cursos do Programa Nacional de Acesso Técnico e Emprego (Pronatec) Brasil Sem Miséria.

Embora a presença de mulheres em setores dominados por eles já é realidade, a meta é ampliar a participação feminina. Um comercial de televisão será exibido para incentivá-las a procurar os cursos do Pronatec em profissões como eletricista, torneiro mecânico, pedreiro e instalador predial.

Atualmente, cerca de 70% das vagas do Pronatec são ocupadas pelas mulheres. Segundo a ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci, isso demonstra o interesse das mulheres em estarem preparadas para o mercado de trabalho e a disposição de estar presente em todas as áreas. “Queremos que a mão de obra feminina seja tão reconhecida como a masculina. Falta muito ainda, mas vamos conseguir. Muitas mulheres não entram para a construção civil por medo de sofrer preconceito, mas já demos um passo muito grande no sentido de romper o preconceito tanto por parte dos trabalhadores quanto dos empregadores", disse a ministra.

Ao participar da cerimônia de lançamento, no Palácio do Planalto, mulheres que já passaram por qualificação em cursos que eram feitos, principalmente por homens, relataram ter sofrido preconceito durante as aulas, no local de trabalho e até da família. Mas, apesar das dificuldades, elas concluíram os cursos e agora contribuem com o sustento da família.

Uma delas é Débora Ferreira, de Aparecida de Goiânia (GO), que fez o curso de mecânica e máquinas industriais pelo Pronatec e conta que enfrentou resistências em relação à área escolhida. “Passei por muito preconceito dentro de casa e da sala de aula. Ainda não estou atuando na área, pois não tenho experiência.”

Maria Raquel da Silva, casada e mãe de dois filhos, relata a trajetória de avanço na qualificação profissional. “Comecei no Programa Minha Casa, Minha Vida, como pedreira. Fiz curso de eletricista e instalador predial pelo Pronatec e estou atuando na área. A mensagem que quero passar é que, como nós vencemos, todas as mulheres podem vencer também,” disse.

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