Brasil

Câmara retoma votação em 2º turno de PEC da maioridade penal

Plenário da Câmara retomou os debates sobre a PEC que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos


	Na votação em primeiro turno foram 323 votos a favor e 155 contra a redução da maioridade
 (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Na votação em primeiro turno foram 323 votos a favor e 155 contra a redução da maioridade (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

DR

Da Redação

Publicado em 19 de agosto de 2015 às 19h40.

Brasília - O plenário da Câmara dos Deputados retomou na noite desta quarta-feira, 19, os debates sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos.

Na votação em primeiro turno foram 323 votos a favor e 155 contra a redução da maioridade. Hoje a PEC será votada em segundo turno e precisa ter mais de 308 votos para o texto ser mantido.

A sessão demorou para começar porque os deputados contrários à proposta estavam evitando marcar presença e, sem a possibilidade de quórum qualificado, pretendiam adiar a votação. Na mesma linha de obstrução, os deputados contra a proposta pediram a abertura de um novo painel.

Em nota divulgada nesta noite pelo Ministério da Justiça, o ministro José Eduardo Cardozo reiterou sua posição contrária à PEC e destacou que a medida não vai diminuir a criminalidade.

"A redução da maioridade penal é para nós algo insustentável. Caso isso seja aprovado nós teremos um erro jurídico, um erro do ponto de vista dos estudos científicos e um colapso no sistema prisional. Estaremos gerando mais violência e ferindo a nossa Constituição. Não podemos ser favoráveis a uma medida que trará enorme dano à segurança pública de todos os brasileiros", afirma o ministro.

O governo alega que a medida impacta negativamente as contas da União, podendo gerar um gasto anual de R$ 2,3 bilhões porque será necessário ampliar as unidades prisionais para manter aproximadamente 40 mil adolescentes presos por ano.

"Não há como construir presídios para atender a essa demanda. E, ao invés de gastarmos bem, que é investir unidades onde se busque a ressocialização, estaremos gastando em presídios de adultos de onde dificilmente esses jovens serão recuperados", insiste o ministro em nota.

Acompanhe tudo sobre:Política no BrasilJovensJustiçaCâmara dos DeputadosCrime

Mais de Brasil

PL busca consolidar Ruas no Rio após saída de Castro da disputa ao Senado

Paciente com suspeita de Ebola em São Paulo testa positivo para meningite; investigação continua

Empresários temem 'pior cenário' após EUA designar PCC e CV como terroristas

Pedido contra Flávio Bolsonaro à PGR amplia disputa sobre uso dos EUA na política brasileira