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Brasil vai receber 17 milhões de doses da Pfizer até 22 de agosto

Cronograma prevê entrega de aproximadamente 1 milhão de doses por dia

Vacina da Pfizer: 17 milhões de doses são esperadas até o fim do mês (Agência Brasil/Agência Brasil)

Vacina da Pfizer: 17 milhões de doses são esperadas até o fim do mês (Agência Brasil/Agência Brasil)

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Karina Souza

Publicado em 2 de agosto de 2021, 17h20.

Última atualização em 2 de agosto de 2021, 17h22.

A Pfizer Brasil divulgou nesta segunda-feira, 2, que vai entregar 17,6 milhões de doses da vacina ComiRNAty contra a covid-19 até o dia 22 de agosto. As doses serão enviada ao aeroporto de Viracopos, em Campinas, por meio de 17 voos entre 3 e 22 de agosto. Uma pequena mudança logística foi feita para atender à remessa maior: antes, somente os cargueiros da UPS faziam as entregas e, a partir de agora, a LATAM também deve atuar no transporte de Miami para Campinas.

“A Pfizer passa de uma média de entrega de 1 milhão de doses por semana, para 1 ou 2 milhões de doses por dia. Todo o processo que foi desenhado para o envio dessas doses, o desembaraço aduaneiro ainda nas nuvens implantado pela Receita Federal do Aeroporto de Viracopos, a entrega e distribuição pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) de forma célere, vai ser fundamental a partir de agora”, explica Lucila Mouro, diretora de vacinas da Pfizer Brasil, em comunicado.

As doses devem ser enviadas ao Ministério da Saúde, assim como foi feito com as entregas anteriores.

Ainda segundo a empresa, entre o fim de agosto e o início de setembro, há a previsão de chegada de 52,4 milhões de doses, que fazem parte do primeiro contrato firmado em 19 de março -- e que contempla ao todo 100 milhões de doses. Um segundo contrato prevê outras 100 milhões de doses entre outubro e dezembro.

As doses trazem certo alívio para a esperança de acelerar a vacinação no país. Vale lembrar que, no dia 26 de julho, o Ministério da Saúde reduziu o intervalo de aplicação das doses da Pfizer para 21 dias -- hoje, é preciso esperar três meses entre a primeira e a segunda dose.

A antecipação teve como motivo principal o avanço da variante Delta, que já é predominante nos Estados Unidos. Para ter uma ideia, pesquisa do laboratório francês Pasteur indica que a primeira dose da Pfizer tem uma proteção de apenas 10% contra a variante, índice que aumenta para 95% com as duas doses.

Além disso, a divulgação do calendário de imunização de adolescentes também é um motivo a mais para querer agilidade nas doses da Pfizer -- a única vacina aprovada até o momento para pessoas entre 12 e 17 anos. Em São Paulo, o governador João Doria afirmou que vai priorizar novas remessas do imunizante para vacinar esse público. O grupo de adolescentes de 12 a 17 anos no estado representa 3,2 milhões de pessoas, perto de 10% dos mais de 35 milhões de adultos acima de 18 anos em São Paulo.