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Bolsonaro participa de atos de 7 de Setembro em Brasília e no Rio de Janeiro

Presidente deve participar de atos em Brasília, pela manhã, e no Rio de Janeiro, à tarde

 (Andre Borges/Getty Images)

(Andre Borges/Getty Images)

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Alessandra Azevedo

Publicado em 7 de setembro de 2022, 06h00.

O presidente Jair Bolsonaro (PL) tem agenda cheia neste feriado de 7 de Setembro, com atos previstos em Brasília e no Rio de Janeiro para a comemoração dos 200 anos da Independência do Brasil. Candidato à reeleição, o chefe do Executivo aproveitou a data para, mais uma vez, convocar apoiadores para manifestações nas duas cidades.

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O primeiro compromisso de Bolsonaro será em Brasília, na Esplanada dos Ministérios, pela manhã. A participação do presidente está confirmada no desfile cívico-militar da Independência, que acontece a partir das 9h. O evento volta a ser presencial após dois anos suspenso, devido à pandemia de covid-19.

Apoiadores do presidente já estão em Brasília para o evento e se organizam para uma manifestação após o desfile, prevista para começar por volta das 11h30. Bolsonaro deve participar do ato no gramado da Esplanada, em frente ao Congresso Nacional, antes de embarcar para o Rio de Janeiro.

No início da tarde, Bolsonaro chegará à base aérea do aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, e se deslocará para o Monumento aos Pracinhas, no Aterro do Flamengo. Em seguida, ele participará de uma motociata e, depois, seguirá até o Forte de Copacabana, para a cerimônia cívico-militar comemorativa do bicentenário da Independência, por volta das 15h.

O evento será na Avenida Atlântica, na altura da Avenida Rainha Elizabeth, e contará com show aéreo e apresentação de bandas dos Fuzileiros Navais. Durante o evento, a equipe de salto livre da Brigada de Infantaria Paraquedista aterrissará na praia de Copacabana e a Esquadrilha da Fumaça fará acrobacias no céu. Às 16h, a frota da Esquadra Brasileira e a Artilharia executarão salvas de 21 tiros.

À noite, por volta das 21h30, Bolsonaro deve ir ao Maracanã assistir ao jogo entre Flamengo e Vélez, partida da semifinal da Libertadores da América.

Discurso

As campanhas de Bolsonaro e de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aguardam para avaliar o tom que o presidente adotará nos discursos de 7 de Setembro. Parte da equipe do presidente espera menos ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em comparação com o ano passado, para não aumentar a rejeição ao candidato, maior obstáculo para crescer nas pesquisas de intenção de voto.

Mas, como os atos de 7 de Setembro são direcionados ao eleitorado bolsonarista, há uma tendência de que ele levante bandeiras defendidas pelo seu público mais fiel. A sinalização dada por Bolsonaro recentemente é de que ele não deve deixar de citar assuntos polêmicos, embora isso possa ser feito com menos ênfase do que em 2021.

No fim de semana, o presidente chamou o ministro Alexandre de Moraes, presidente do TSE, de "vagabundo" por ter determinado busca e apreensão e bloqueado as contas de oito empresários que, em conversas no WhatsApp, defenderam um golpe de Estado, caso Lula seja eleito. Além disso, ele convidou os empresários para os atos desta quarta-feira.

No ano passado, as manifestações de 7 de Setembro em Brasília foram marcadas por pedidos de fechamento do STF e do Congresso, de afastamento de ministros e de intervenção militar. A segurança teve que ser reforçada, após manifestantes derrubarem grades na Esplanada dos Ministérios.

Bolsonaro disse esperar “um movimento nunca visto na história do Brasil”, nesta quarta-feira. "Eu sei que muita coisa vai acontecer ali, todas pacíficas, mas o mais importante é que vão falar em eleições limpas. Qual é o crime nisso?", afirmou, em entrevista à Jovem Pan, na segunda-feira, 5.