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Bolsonaro diz que vai alterar protocolo de uso da cloroquina nesta sexta

Presidente usa como base a nota publicada pelo Conselho Federal de Medicina, que permite o uso do medicamento mesmo em casos leves, com ressalvas dos riscos

Cloroquina: Atualmente, a recomendação do Ministério da Saúde é que medicamento seja usado no tratamento de pacientes em casos graves da covid-19. (Alan Santos/PR/Flickr)

Cloroquina: Atualmente, a recomendação do Ministério da Saúde é que medicamento seja usado no tratamento de pacientes em casos graves da covid-19. (Alan Santos/PR/Flickr)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 15 de maio de 2020 às 11h29.

Última atualização em 15 de maio de 2020 às 13h42.

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira, 15, que mudará hoje o protocolo de uso da cloroquina adotado no sistema de saúde. Nos últimos dias, o presidente já havia comentado sobre a mudança. A declaração foi dada após apoiadores questionarem o presidente sobre o assunto no Palácio da Alvorada.

Atualmente, a recomendação é que medicamento seja usado no tratamento de pacientes em casos graves da covid-19. A indicação está prevista em protocolo do Ministério da Saúde publicado ainda na gestão do ex-ministro Luiz Henrique Mandetta.

O chefe do Executivo, contudo, argumenta que "é direito do paciente" decidir sobre o seu tratamento. A droga ainda não tem eficácia comprovada contra o novo coronavírus. O Conselho Federal de Medicina publicou nota técnica permitindo a prescrição do medicamento mesmo em casos leves da doença, com as ressalvas dos riscos.

"O protocolo deve ser mudado hoje porque o Conselho Federal de Medicina diz que pode usar desde o começo", afirmou. "O médico na ponta da linha é escravo do protocolo. Se ele usa algo diferente do que está ali e o paciente tem alguma complicação, ele pode ser processado", explicou.

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