Brasil

Bolsonaro apresenta queixa-crime contra Janones por injúria e calúnia

Deputado federal chamou ex-presidente de "ladrão de joias" e "miliciano" e disse que ele "matou milhares na pandemia"

Jair Bolsonaro:  (Facebook/Reprodução)

Jair Bolsonaro: (Facebook/Reprodução)

Agência o Globo
Agência o Globo

Agência de notícias

Publicado em 18 de abril de 2023 às 17h23.

Última atualização em 18 de abril de 2023 às 17h37.

Priorizar nos meus resultados Google

O ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma queixa-crime contra o deputado federal André Janones (Patriota-MG) por injúria e calúnia. Bolsonaro questiona declarações em que o parlamentar o responsabilizou por mortes na pandemia de covid-19 e o chamou de "ladrão de joias" e "miliciano", entre outros termos.

Na ação, apresentada na segunda-feira, o ex-presidente apresenta três publicações de Janones no Twitter, que teriam como intenção "macular à imagem e atacar a honra" de Bolsonaro.

Liberdade de expressão ou crime de ódio?

O advogado de Bolsonaro, Antonio Carlos Fonseca, alega que as declarações "extrapolam o exercício da liberdade de expressão" e não estão protegidas pela imunidade parlamentar, por não terem "relação com o debate político".

Em uma das postagens, Janones diz que o ex-presidente "matou milhares na pandemia". Em outra, o deputado comenta o depoimento que Bolsonaro prestou à Polícia Federal (PF) no dia 5 e o chama de "miliciano ladrão de joias" e "bandido fujão".

Além da condenação por injúria e calúnia, que podem ter pena de até dois anos e meio somadas, Bolsonaro quer que Janones pague R$ 20 mil por cada ofensa.

Acompanhe tudo sobre:Jair BolsonaroSupremo Tribunal Federal (STF)

Mais de Brasil

Tarcísio e Ricardo Nunes confirmam ato na Paulista em apoio a Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro aciona Justiça Eleitoral contra diretor-geral da PF por suposto favorecimento ao PT

Flávio Bolsonaro fala em cenário favorável, mas alerta aliados contra salto alto no 2º turno

Corregedor do TSE revoga suspensão de Nunes Marques e mantém 'Exército do Lula' no ar