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Bola é condenado a 22 anos de prisão pela morte de Eliza

Após seis dias de julgamento, Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, foi condenado pela morte de Eliza Samudio, ex-namorada do goleiro Bruno Fernandes


	Prisão: a juíza Marixa Rodriguez disse que o ex-policial cometeu um "crime perfeito" ao ocultar o corpo de Eliza, uma vez que ele nunca foi encontrado
 (Andrew Bardwell/Wikimedia Commons)

Prisão: a juíza Marixa Rodriguez disse que o ex-policial cometeu um "crime perfeito" ao ocultar o corpo de Eliza, uma vez que ele nunca foi encontrado (Andrew Bardwell/Wikimedia Commons)

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Da Redação

Publicado em 28 de abril de 2013 às 09h26.

São Paulo - Após seis dias de julgamento, Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, foi condenado na noite deste sábado, 27, a 22 anos de prisão pela morte de Eliza Samudio, ex-namorada do goleiro Bruno Fernandes - 19 anos serão em regime fechado.

Ao ler a decisão, a juíza Marixa Rodriguez disse que o ex-policial cometeu um "crime perfeito" ao ocultar o corpo de Eliza, uma vez que ele nunca foi encontrado. Foi o julgamento mais longo entre todos os envolvidos no caso da morte da ex-modelo.

Mesmo com a defesa insistindo na ausência de provas contundentes que ligassem Bola a morte, esquartejamento e ocultação do corpo da vítima, os jurados - três mulheres e quatro homens - entenderam que o ex-policial, preso há três anos, é responsável "pelo ato que deu fim à vida de Eliza".

O promotor Henry Castro defendeu a tese de que Bola estaria agindo em conluio com Macarrão. Ele revelou detalhes de chamadas telefônicas entre os dois condenados no período de 4 a 10 de junho de 2010, entre o início do sequestro e o assassinato de Eliza.

O promotor também amparou a acusação no depoimento de Jorge Lisboa, que confessou ter presenciado parte do crime e ter visto o que seria a mão de Eliza em uma sacola preta carregada por Bola. 

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