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Após estatuto, cai em 40% a compra de armas de fogo

De acordo com o instituto, o número de compras de armas de fogo caiu de 57 mil em 2002-2003 para 37 mil em 2008-2009


	O estudorevelou que a Região Sul é o local onde há maior resistência às medidas impostas pelo Estatuto do Desarmamento
 (Whitney Curtis/Getty Images)

O estudorevelou que a Região Sul é o local onde há maior resistência às medidas impostas pelo Estatuto do Desarmamento (Whitney Curtis/Getty Images)

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Da Redação

Publicado em 1 de abril de 2013 às 13h27.

Rio de Janeiro - Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que a proporção de pessoas que compraram armas de fogo no Brasil caiu 40,6% após a instauração do Estatuto do Desarmamento, em dezembro de 2003.

De acordo com os dados apresentados pelo presidente do instituto, o economista Marcelo Néri, o número de compras de armas de fogo caiu de 57 mil em 2002-2003 para 37 mil em 2008-2009.

O estudo se baseia em informações das Pesquisas de Orçamentos Familiares (POFs), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), realizadas nesses anos.

Segundo Néri, o valor médio das transações aumentou cerca de 11%: está em torno de R$ 100 atualmente. Isso demonstra, segundo o economista, o sucesso do estatuto, que reduziu o número de armas e forçou aumento nos preços das aquisições.

A pesquisa está sendo apresentada na manhã desta segunda-feira na sede do Ipea no Rio, em evento que lembra os dois anos do massacre de 12 alunos de uma escola municipal em Realengo, na zona oeste do Rio.

O estudo também revelou que a Região Sul é o local onde há maior resistência às medidas impostas pelo Estatuto do Desarmamento. Entre 2003 e 2009, houve um crescimento de 21% na aquisição de armas pessoais na região.

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