Anvisa autoriza importação excepcional da Sputnik V por mais 7 estados

Mais 592 mil doses serão importadas, no total, por Rio Grande do Norte, Mato Grosso, Rondônia, Pará, Amapá, Paraíba e Goiás
Sputnik V: a vacina será aplicada com base na aprovação dela em agências estrangeiras (Dado Ruvic/Reuters)
Sputnik V: a vacina será aplicada com base na aprovação dela em agências estrangeiras (Dado Ruvic/Reuters)
André Martins
André Martins

Publicado em 16/06/2021 às 07:58.

Última atualização em 16/06/2021 às 08:07.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou nesta terça-feira, 15, a importação excepcional da vacina Sputnik V pelos estados do Rio Grande do Norte, Mato Grosso, Rondônia, Pará, Amapá, Paraíba e Goiás.

Assim como decidido no inicio do mês, a importação aprovada hoje também deverá ser realizada com restrições. Antes, a autorização de importação já havia sido concedida a Bahia, Maranhão, Sergipe, Ceará, Pernambuco e Piauí. Ao todo, 13 dos 27 estados passam a ter permissão de importar a vacina.

Ao todo, mais 592 mil doses poderão ser importadas, distribuídas da seguinte forma:

  • Rio Grande do Norte - 71.000 doses;
  • Mato Grosso - 71.000 doses;
  • Rondônia - 36.000 doses;
  • Pará - 174.000 doses;
  • Amapá - 17.000 doses;
  • Paraíba - 81.000 doses;
  • Goiás - 142.000 doses.

A vacina será aplicada com base na aprovação dela em agências estrangeiras -- e, consequentemente, sob a avaliação estrangeira de critérios como eficácia, vigilância sanitária, processos de fabricação, entre outros -- mas o imunizante não atende completamente às especificações da agência brasileira desses mesmos critérios de forma completa. 

Veja algumas das condições para aplicação no Brasil:

  • Só deve ser autorizada para uso em adultos saudáveis, estando suspensa para pessoas que integrem os grupos de risco
  • Não deve ser administrada em menores de 18 anos, mulheres em idade fértil que desejam engravidar nos próximos 12 meses, enfermidades graves ou não controladas e antecedentes de anafilaxia
  • Os Estados que apresentaram o pedido de importação deverão suspender a importação, distribuição e uso da vacina caso a Anvisa ou a Organização Mundial da Saúde (OMS) reprovem o uso emergencial da Sputnik V futuramente.

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