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André Mendonça é sorteado relator do caso Master no STF

A mudança ocorre após Dias Toffoli deixar a relatoria das investigações na noite desta quinta-feira, 12

Mendonça: mudança de relator ocorre após questionamentos da atuação de Toffoli  (Carlos Moura/SCO/STF/Flickr)

Mendonça: mudança de relator ocorre após questionamentos da atuação de Toffoli (Carlos Moura/SCO/STF/Flickr)

André Martins
André Martins

Repórter de Brasil e Economia

Publicado em 12 de fevereiro de 2026 às 22h28.

Última atualização em 12 de fevereiro de 2026 às 22h29.

O ministro André Mendonça foi sorteado como relator das investigações no Supremo Tribunal Federal (STF) relacionada ao Banco Master.

A mudança ocorre após Dias Toffoli deixar a relatoria do caso na noite desta quinta-feira, 12.

A decisão foi tomada após reunião entre os ministros da Corte e ocorre diante do avanço das apurações conduzidas pela Polícia Federal sobre o caso.

Segundo um comunicado do Supremo, a saída de Toffoli da relatoria ocorreu a pedido do próprio ministro “considerados os altos interesses institucionais”.

Os questionamentos acerca da atuação de Toffoli no caso começaram após o magistrado determinar a restrição de acesso da PF a celulares apreendidos e exigir uma acareação entre técnicos do Banco Central e executivos do banco investigado.

Na última quarta-feira, 11, uma reportagem do portal UOL revelou que investigadores encontraram referências ao magistrado em mensagens extraídas do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O documento foi apresentado no âmbito das apurações em curso.

O presidente do STF, ministro Edson Fachin, comunicou aos demais integrantes da Corte sobre os dados identificados pela Polícia Federal durante reunião realizada nesta semana.

O ministro também enviou o documento à Procuradoria-Geral da República (PGR).

Toffoli nega relação com Vorcaro

Mais cedo, o ministro Dias Toffoli afirmou, em nota, que nunca recebeu valores de Daniel Vorcaro e nem mantém relação de amizade com o empresário.

No texto, Toffoli afirma que desconhece o gestor do Fundo Arllen e que jamais manteve relação de amizade, “muito menos amizade íntima”, com Daniel Vorcaro. 

A nota também informa que a ação relacionada à compra do Banco Master pelo BRB foi distribuída ao ministro em 28 de novembro de 2025, quando, segundo o gabinete, a Maridt já não integrava o grupo empresarial citado. O texto sustenta que não há relação entre os fatos.

O gabinete acrescenta que o ministro nunca recebeu qualquer valor de Vorcaro ou de seu cunhado, Fabiano Zettel, reforçando que todos os atos e informações da empresa e de seus sócios estão declarados ao Fisco, sem restrições.

No comunicado, o gabinete confirma que Toffoli integra o quadro societário da empresa Maridt, uma das donas do resort Tayayá, descrita como uma sociedade anônima de capital fechado.

A empresa, segundo a nota, é administrada por parentes do ministro e mantém declarações regulares junto à Receita Federal.

Acompanhe tudo sobre:Supremo Tribunal Federal (STF)

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