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Amigos e familiares se despedem de Guerra no Recife

Divergências políticas à parte, representantes da oposição e aliados prestigiaram o velório do parlamentar


	Ex-presidente do PSDB, Sérgio Guerra: deputado morreu nesta quinta, aos 66 anos
 (José Cruz/Agência Brasil)

Ex-presidente do PSDB, Sérgio Guerra: deputado morreu nesta quinta, aos 66 anos (José Cruz/Agência Brasil)

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Da Redação

Publicado em 7 de março de 2014 às 21h11.

Recife - Políticos do âmbito nacional e estadual passaram nesta sexta-feira, 07, pela Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) para prestar a última homenagem ao deputado federal e ex-senador da República Sérgio Guerra (PSDB). Divergências políticas à parte, representantes da oposição e aliados prestigiaram o velório do parlamentar e ressaltaram a característica articuladora e incisiva que Guerra imprimia aos embates políticos.

No campo dos aliados, o provável candidato à Presidência da República, senador Aécio Neves, defendeu a sensibilidade de Guerra com as questões do Nordeste e ressaltou o perfil agregador do parlamentar. "Perde a política brasileira como um todo. Sérgio Guerra tinha uma carreira de absoluta coerência em relação aquilo que pensava ser importante para o Brasil e tinha uma característica que prezo muito que é o destemor e a grande capacidade de aglutinação", destacou Aécio, pedindo compreensão e recusando-se a falar sobre política.

"Até o estímulo de uma eventual candidatura veio principalmente do Sérgio, que teria um papel de comando em todo esse processo", disse Aécio, que conversou com Guerra pela última vez há dez dias, e disse que o parlamentar esperava melhorar.

Depois do velório na Alepe, o corpo de Sérgio Guerra seguiu para o Cemitério Morada da Paz, onde aconteceu uma missa solene. Por volta das 18h, seguiu para o crematório, em uma cerimônia reservada para a família e os amigos mais próximos. Sobre o seu caixão foram colocadas as bandeiras de Pernambuco e do Brasil.

PSB

Apesar de o momento ser de consternação, o tema político veio à tona inevitavelmente. Questionados sobre a possibilidade de haver um distanciamento entre PSDB e PSB com o falecimento de Guerra, membros do partido socialista estão firmes na convicção de que "nada mudará" na aliança estadual.

Na área política, Eduardo Campos pontuou que o tucano sabia dialogar tanto com os aliados, quanto com os adversários.

Na saída do velório, o senador tucano Aloysio Nunes Ferreira negou que sairá candidato a vice-presidente na chapa de Aécio Neves (PSDB), como vinha sendo ventilado por parte do tucanato como forma de aproximar o político mineiro do eleitorado paulista.

"Eu não sou cotado para nada. Eu sou senador e vou continuar sendo senador", afirmou o político. "Sérgio Guerra foi um dos grandes políticos do nosso partido, de Pernambuco e do Brasil", lembrou, em homenagem ao pernambucano.

O velório do deputado contou com a presença de algumas das principais lideranças do PSDB no País: o senador Aloysio Nunes, o prefeito de Manaus Arthur Virgílio, o provável candidato do PSDB na disputa estadual em Minas Gerais, Pimenta da Veiga.

A principal ausência ficou por conta do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. A presidente Dilma Rousseff (PT) enviou o ministro dos Esportes, Aldo Rebelo (PCdoB) para representá-la.

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