Repórter
Publicado em 9 de outubro de 2026 às 19h09.
Última atualização em 9 de outubro de 2026 às 19h16.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), anunciou que a PEC do fim da escala 6x1 será analisada pelo plenário na próxima semana, com sessões na terça, quarta e quinta-feira. A proposta troca seis dias de trabalho e um de descanso por cinco dias de trabalho e dois de folga, sem redução salarial. Cada turno exige 49 dos 81 votos.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), anunciou que a PEC que prevê o fim da escala 6x1 será analisada pelo plenário da Casa na próxima semana, com sessões previstas para terça, quarta e quinta-feira.
A proposta substitui o atual modelo de seis dias de trabalho para um de descanso por uma jornada de cinco dias de trabalho e dois de folga, sem redução salarial.
Ao lado do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG), Alcolumbre afirmou, em vídeo divulgado nas redes sociais, que a matéria estará na pauta de votação do Senado ao longo da próxima semana. Cleitinho destacou que solicitou a inclusão da PEC na agenda do plenário e relembrou seu posicionamento favorável à redução da jornada de trabalho. Segundo Alcolumbre, o parlamentar sempre defendeu a proposta desde o início das discussões.
Nesta semana, o Senado concluiu três das cinco sessões obrigatórias de debate sobre o tema. No entanto, caso o governo reúna 54 assinaturas para aprovar um requerimento de calendário especial, a tramitação poderá ser acelerada, permitindo a conclusão da votação em primeiro e segundo turnos antes do fim do processo eleitoral.
Pelas regras regimentais, são necessárias cinco sessões de discussão antes da primeira votação. Se aprovada em primeiro turno, a PEC ainda precisa cumprir um intervalo de cinco dias úteis e passar por mais três sessões de debate antes da segunda votação. Em cada turno, são exigidos ao menos 49 votos favoráveis entre os 81 senadores.
A proposta já recebeu aval da Câmara dos Deputados. Caso os senadores promovam alterações no texto, a matéria precisará retornar à Câmara para uma nova análise dos deputados.
A base governista quer concluir a votação antes do segundo turno das eleições presidenciais. O fim da escala 6x1 se tornou uma das pautas defendidas por Lula na campanha, e o presidente passou a cobrar publicamente uma posição de Flávio Bolsonaro sobre o tema.
A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), confirmou a articulação para acelerar a tramitação, mas afirmou que a iniciativa não deve ser apresentada exclusivamente como um pedido do Executivo.“Não vai ser um requerimento do governo, porque eu acho que a votação dessa PEC, independentemente de posições, interessa a todos”, disse a senadora.
Teresa também rejeitou o argumento de que o Congresso deveria esperar a posse dos novos senadores, eleitos no primeiro turno.
Segundo ela, os atuais parlamentares têm mandato até 31 de janeiro de 2027 e podem votar a proposta durante esse período.
Senadores do PL e de partidos aliados de Flávio Bolsonaro avaliam que o cumprimento integral dos prazos regimentais dificultaria a conclusão da votação antes de 25 de outubro.
Em reunião realizada na quarta-feira, 7, integrantes da oposição analisaram o calendário e decidiram, inicialmente, defender a tramitação normal da PEC.“Vamos seguir o rito normal. Não vai dar tempo de votar”, afirmou a senadora Damares Alves (Republicanos-DF).
O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) também citou o intervalo obrigatório entre os dois turnos de votação.“Se seguir o rito, não dá para votar o segundo turno. Existe um intervalo de cinco dias úteis entre o término do primeiro turno e o início do segundo.”
Caso os governistas consigam acelerar a análise, integrantes da oposição discutem recorrer a instrumentos regimentais para dificultar o avanço da PEC, inclusive com a possibilidade de esvaziar votações.
Para integrantes do PL, a tentativa de votar a proposta antes do segundo turno tem motivação eleitoral. Flávio Bolsonaro ainda não declarou apoio ao texto e defende uma alternativa baseada em jornada flexível e maior espaço para negociação entre trabalhadores e empregadores.
O partido também pretende cobrar estimativas dos impactos da mudança sobre diferentes setores da economia.
Segundo o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), a proposta estará na pauta do plenário na próxima semana, com sessões previstas para terça, quarta e quinta-feira.
A proposta substitui a jornada de seis dias de trabalho e um de descanso por cinco dias de trabalho e dois de folga, sem redução salarial.
A PEC precisa de ao menos 49 votos favoráveis entre os 81 senadores em cada um dos dois turnos. Pelas regras regimentais, também são exigidas cinco sessões de discussão antes da primeira votação e mais três antes do segundo turno, além de um intervalo de cinco dias úteis.
A base governista tenta reunir 54 assinaturas para aprovar um requerimento de calendário especial e concluir os dois turnos antes do fim do processo eleitoral. A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), afirmou que o requerimento não deve ser apresentado exclusivamente como uma iniciativa do Executivo.
Senadores do PL e de partidos aliados de Flávio Bolsonaro avaliam que os prazos regimentais impediriam a conclusão da votação antes de 25 de outubro. Damares Alves (Republicanos-DF) afirmou que, pelo rito normal, não haverá tempo para votar, enquanto Hamilton Mourão (Republicanos-RS) citou o intervalo obrigatório entre os dois turnos.
Sim. A Câmara dos Deputados já aprovou a proposta, mas o texto terá de retornar para uma nova análise dos deputados caso o Senado faça alterações.