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Agressor que ejaculou em vítima tem 15 passagens por ato obsceno

Os modo de agir de Diego Ferreira de Novais, de 27 anos, é sempre o mesmo: no ônibus, ele mostra o pênis e eventualmente passa na vítima

Assédio: Novais chegou a ser preso por flagrante de estupro em 2013 e 2016 (Getty Images/Getty Images)

Assédio: Novais chegou a ser preso por flagrante de estupro em 2013 e 2016 (Getty Images/Getty Images)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 31 de agosto de 2017 às 19h23.

Última atualização em 31 de agosto de 2017 às 19h24.

O ajudante de serviços gerais que foi solto na quinta-feira, 30, após ser detido por ejacular em uma jovem no ônibus na Avenida Paulista tem mais 15 passagens pela polícia desde 2009.

Os modo de agir é sempre o mesmo: no ônibus, ele mostra o pênis e eventualmente passa na vítima.

O caso desta semana foi o 16º para a ficha policial de Diego Ferreira de Novais, de 27 anos. O episódio foi enquadrado como estupro em flagrante pelos policiais, mas na audiência de custódia, o juiz mudou a tipificação do crime para ato obsceno e mandou soltar Novais.

"Entendo que não houve o constrangimento, tampouco violência ou grave ameaça, pois a vítima estava sentada em um banco do ônibus, quando foi surpreendida pela ejaculação", alegou o juiz na sentença.

O primeiro assédio foi registrado em 2009, na delegacia da Lapa (Zona Oeste de São Paulo). Só neste ano, foram três casos na 78ª Delegacia de Polícia, nos Jardins.

Novais chegou a ser preso por flagrante de estupro em 2013 e 2016, mas era solto depois e o crime, enquadrado como ato obsceno.

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