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Agregador Inteligov/EXAME estreia com dados para presidente e governos dos estados e DF

Ferramenta reúne pesquisas registradas no TSE e apresenta médias agregadas para a disputa presidencial e para os governos dos 26 estados e do Distrito Federal

Eleições: agregador harmoniza as curvas eleitorais e mostra tendências (Fernando Frazão/Agência Brasil)

Eleições: agregador harmoniza as curvas eleitorais e mostra tendências (Fernando Frazão/Agência Brasil)

André Martins
André Martins

Repórter de Brasil e Economia

Publicado em 20 de agosto de 2026 às 17h24.

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A EXAME e a Inteligov lançam nesta quinta-feira, 20, uma parceria para a divulgação do Monitor Eleitoral, ferramenta que reúne pesquisas de intenção de voto registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para acompanhar a disputa pela Presidência da República e pelos 27 governos estaduais nas eleições de 2026.

O agregador calcula uma média ponderada para cada candidato e aponta a tendência das intenções de voto, com o objetivo de mostrar não apenas o retrato da disputa, mas como cada candidatura se movimenta ao longo do tempo.

A Inteligov é uma empresa de tecnologia especializada em inteligência de dados para relações governamentais e acompanhamento do ambiente político e regulatório. A plataforma organiza informações dos poderes Executivo e Legislativo para apoiar a análise de decisões públicas. No Monitor Eleitoral, a empresa é responsável pela consolidação e pelo tratamento dos dados das pesquisas que alimentam o agregador.

A série histórica do Agregador Inteligov/EXAME começa em março de 2026 e considera candidatos que tenham sido testados em pesquisas públicas registradas no TSE. Com o registro das candidaturas para as eleições de outubro, todos os nomes oficializados e contemplados pelos levantamentos que integram a base passam a aparecer no monitor.

A ferramenta terá uma nova atualização a cada quinzena até o primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro. Os dados podem ser consultados no site da EXAME e na plataforma do Inteligov.

A atualização permite observar a evolução da média de cada candidato e, ao mesmo tempo, identificar a direção e a intensidade das mudanças registradas pelo conjunto das pesquisas.

O monitor tem como responsável técnico Leandro Terra Adriano, analista de risco político e professor na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A base reúne levantamentos cadastrados no PesqEle, sistema da Justiça Eleitoral no qual são registradas as pesquisas relativas às eleições.

A proposta do agregador é reduzir a dependência da leitura de uma pesquisa isolada. Levantamentos eleitorais podem apresentar resultados diferentes por fatores como período de coleta, tamanho e perfil da amostra, metodologia das entrevistas e margem de erro. O agregador organiza esses resultados dentro de uma mesma série para oferecer uma leitura conjunta do cenário.

“Em uma eleição, o dado mais recente nem sempre é o mais importante. É preciso entender o que está se movendo, com que consistência e em que direção. O Monitor Eleitoral reúne e organiza informações para transformar resultados isolados em uma leitura mais clara da disputa. A Inteligov trabalha há anos com a organização da informação política para a tomada de decisões. A parceria com a Exame nos permite dar um salto ao combinar essa experiência com outra competência essencial: a capacidade do jornalismo de acompanhar, contextualizar e interpretar os acontecimentos”, afirma o CEO da Inteligov, Raphael Caldas.

"A eleição não acontece apenas na disputa pela Presidência. Há 27 corridas pelos governos estaduais, com dinâmicas próprias e impacto direto no cenário político e econômico do país. O Monitor Eleitoral permite que a EXAME acompanhe esse mapa completo, com dados e contexto para mostrar ao leitor como cada uma dessas disputas evolui até a eleição", diz Lucas Amorim, diretor de redação da EXAME.

Como funciona o Monitor Eleitoral

O resultado apresentado pelo monitor não corresponde a uma média aritmética simples das pesquisas. O modelo utiliza uma Média Móvel Ponderada, cálculo que atribui pesos diferentes aos levantamentos de acordo com critérios metodológicos e com a data de realização de cada pesquisa.

Pesquisas presenciais domiciliares recebem peso integral no modelo, enquanto levantamentos feitos por IVR, sistema automatizado de entrevistas por telefone, e pela internet têm redução de 30% a 45% em sua influência estatística.

A atualidade também interfere no cálculo. A metodologia reduz em 25% o peso de uma pesquisa a cada quinzena de caducidade. Na prática, levantamentos mais antigos continuam no histórico, mas perdem influência sobre a média à medida que novas pesquisas são incorporadas.

Esse mecanismo busca dar maior peso ao retrato mais recente da eleição, sem descartar a trajetória acumulada desde março. A cada rodada, novas pesquisas registradas no TSE são incorporadas à base utilizada para o cálculo.

Na consolidação realizada até as 12h de 17 de agosto, por exemplo, a base recebeu 27 novas pesquisas cadastradas no PesqEle. Elas se somaram aos 404 levantamentos considerados na iteração anterior.

Monitor mostra quem sobe e quem cai nas pesquisas

Além da média ponderada das intenções de voto, o Monitor Eleitoral apresenta um indicador de tendência para cada candidatura. O número representa a variação média percentual de votos registrada por candidato a cada quinzena dentro do histórico analisado.

Uma tendência positiva indica trajetória de alta na média calculada pelo modelo, enquanto um resultado negativo aponta uma trajetória de queda. O indicador não representa uma nova pesquisa eleitoral nem uma previsão do resultado das urnas. Ele funciona como uma medida da direção observada a partir do conjunto de levantamentos incorporados ao agregador.

A distinção é importante porque pesquisas eleitorais representam estimativas produzidas a partir de amostras da população e estão sujeitas a margens de erro e diferenças metodológicas. O Monitor Eleitoral, por sua vez, é uma compilação e interpretação desses levantamentos, e não substitui os resultados divulgados pelos institutos.

Quais pesquisas entram no agregador Inteligov/EXAME

O monitor considera pesquisas públicas registradas na Justiça Eleitoral e reúne levantamentos de diferentes institutos. Entre as fontes que integram a base estão Alfa Intel, American Analytics, Colectta, DataPovo, Datafolha, Futura, GERP, Ideia, Indexa, Instituto Opinião, MDA Pesquisa, Nexus, Paraná Pesquisas, PoderData, Quaest, Real Time Big Data, Veritá, Vetor Arrow e VoxBrasil.

Por se tratar de um agregador, pesquisas produzidas por institutos diferentes não são tratadas como uma mesma série histórica individual. Cada levantamento entra como um dos componentes do modelo de média ponderada, conforme os critérios definidos na metodologia.

Acompanhe tudo sobre:Eleições 2026Pesquisas eleitorais

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