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Advogado-geral da União diz que setores querem manter privilégios

Para o advogado-geral da União, André Mendonça, alas corporativista querem manter alguns privilégios que estão sendo analisados na Reforma da Previdência

Mendonça afirmou que todos os pontos da reforma da Previdência estão dentro do permitido pela Constituição (Luis Macedo/Câmara dos Deputados/Wikimedia Commons)

Mendonça afirmou que todos os pontos da reforma da Previdência estão dentro do permitido pela Constituição (Luis Macedo/Câmara dos Deputados/Wikimedia Commons)

AB

Agência Brasil

Publicado em 5 de abril de 2019 às 13h30.

Última atualização em 5 de abril de 2019 às 13h31.

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O advogado-geral da União, André Mendonça, disse hoje (5) estar seguro de que todos os pontos da proposta de emenda constitucional (PEC) sobre a reforma da Previdência, enviada ao Congresso, estão dentro do permitido pela Constituição, mas que ainda assim alguns setores da sociedade buscarão argumentos jurídicos para tentar manter privilégios.

"Setores, principalmente uma ala corporativista da sociedade, vão buscar manter direitos e alguns privilégios. Tudo aquilo que envolve quebra de privilégio é um ponto sensível de judicialização, mas nós temos segurança de que estamos fazendo não só o certo para o país, mas o certo dentro dos parâmetros que a Constituição nos permite fazer", disse Mendonça.

O advogado-geral da União destacou que, mesmo antes da proposta ser enviada ao Congresso, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) mapeou preventivamente todos os pontos passíveis de contestação judicial. "Então, vai haver judicialização? Vai haver nesses pontos, possivelmente, mas nós temos segurança", disse Mendonça.

O debate da reforma da Previdência está na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, uma vez aprovada segue para a comissão especial da Casa, depois para duas votações no plenário. A tramitação no Senado é a etapa final.

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