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Produtores rurais passam a ter acesso a financiamentos do BNDES para tecnologia

Medida abrange atividades agropecuárias, florestais, pesqueiras e aquícolas, além de serviços diretamente ligados a esses segmentos

Máquinas no agro: Segundo o levantamento, 79% dos entrevistados classificam os riscos climáticos como altos ou muito altos. (Freepik)

Máquinas no agro: Segundo o levantamento, 79% dos entrevistados classificam os riscos climáticos como altos ou muito altos. (Freepik)

César H. S. Rezende
César H. S. Rezende

Repórter de agro e macroeconomia

Publicado em 1 de junho de 2026 às 09h27.

Última atualização em 1 de junho de 2026 às 12h27.

Produtores rurais pessoas físicas e empresários individuais poderão acessar financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) voltados à inovação, digitalização e modernização tecnológica no campo. A medida foi anunciada nesta segunda-feira, 1º, pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

A medida abrange atividades agropecuárias, florestais, pesqueiras e aquícolas, além de serviços diretamente ligados a esses segmentos. A mudança foi aprovada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) por meio da Resolução nº 5.306 e amplia o público apto a contratar operações com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) repassados ao BNDES.

Na prática, a decisão não cria novas linhas de crédito, mas permite que produtores rurais pessoas físicas passem a acessar programas já existentes voltados à adoção de tecnologia, conectividade rural, automação e modernização produtiva.

Segundo o Mapa, a mudança deve ampliar o acesso dos produtores a investimentos em máquinas, equipamentos, agricultura de precisão e infraestrutura digital.

Quais linhas poderão ser acessadas

Entre as modalidades que passam a contemplar produtores rurais pessoas físicas estão o BNDES Mais Inovação, voltado para projetos de digitalização, automação, inteligência artificial, conectividade e agricultura de precisão, e o BNDES Finame, destinado à compra de tratores, colheitadeiras, pulverizadores, drones, sensores e outras máquinas com tecnologia embarcada.

Também passam a ser elegíveis operações pelo Finame Baixo Carbono, focado em equipamentos para redução de emissões e aumento da eficiência ambiental.

As linhas ainda poderão financiar projetos de conectividade rural, internet no campo e monitoramento remoto, além da implantação de sistemas de telemetria, rastreabilidade, sensoriamento e softwares de gestão agropecuária. Iniciativas voltadas à transformação digital e à adoção de tecnologias Agro 4.0 também estão entre os investimentos contemplados.

A expectativa do governo é que a ampliação do acesso ao crédito estimule a modernização tecnológica das propriedades rurais e acelere a adoção de ferramentas digitais no campo.

Além dos impactos para os produtores, a medida tende a beneficiar fabricantes de máquinas e equipamentos agrícolas, empresas de tecnologia e prestadores de serviços ligados ao agronegócio, ao ampliar a demanda por soluções voltadas à produtividade e à eficiência da produção rural.

Acompanhe tudo sobre:BNDESCrédito rural

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